Coisas simples, de importância e interesse muito, muito relativos mas boas para "descomprimir".

Coisas de interesse muito relativo, que vou escrevendo,



domingo, 30 de abril de 2017

Dia Quatro

Poemas da minha vida
Últimos anos
Dia Quatro



Pensei que hoje não escreveria.
Não seria preciso 
Já estaria ao pé de ti
E, num sorriso
Haveria de te dizer
Tudo que tenho guardado.

Mas não, tive de escrever
Porque o Senhor quer que viva
Até não sei quando
E embora não saiba para que sirva
Cabe-me obedecer
Ao Seu mando.

Só posso fazer o que devo
E… por isso, escrevo!


2015.06.04

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Ser aquilo que se quer ser

Poemas da minha vida
Últimos anos
Ser aquilo que se quer ser



Ser aquilo que se quer
Ser
Sempre em qualquer ocasião
É colocar no coração
Seja qual for o ensejo
Esse desejo.

Ser muito melhor
Hoje
Que o que ontem fui
Agarrar o que me foge
E flui
Como água corrente.

Sem saber bem o que quero
Espero
Não outro dia qualquer
Sair de dentro para fora
Hoje
Agora!



Enxomil, 2015.05.22

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Garra

Poemas da minha vida
Últimos anos
Garra



E esta estranha sensação
de ser e não ser
de ter ou não ter razão!

Não me larga
num constante apertar
como uma garra
o coração
até sangrar!


2015.05.11

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Normalidade

Poemas da minha vida
Últimos anos
Normalidade


Se não se pode ter
Tudo quanto desejamos
Mais vale reter
O que deveras amamos.

Desejar e querer
Não é igual
Que precisar de ser
Normal.

Ser normal é ter
Critério são
Cumprir o dever
Ou não.

2015.05.09

sábado, 22 de abril de 2017

Gestação

Poemas da minha vida
Últimos anos
Gestação


Há nove meses que trago no coração
Em gestação
Um desejo enorme
De renovação.

Mas hoje... não
Que chove e faz frio!

Até quando adio
Este parto?


Estou farto
De prolongar esta situação
De dor que todos os dias provo
Acabar a gestação
E nascer de novo.



2015.05.04

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Sábado Santo

Poemas da minha vida
Últimos anos
Quatro de Abril!


Oito meses de saudades mil!

Levanta um pouco o Véu
E amostra-me a mim que te amei
E amo tanto
Sobre o que se passa no Céu
Neste Sábado Santo!


2015.04.04

terça-feira, 18 de abril de 2017

Asas

Poemas da minha vida
Últimos anos
Asas



Quem dera ter umas asas
Para voar para longe
Pelo menos para amanhã
Deixar o dia de hoje.


2015.04.04

domingo, 16 de abril de 2017

Dia 4

Poemas da minha vida
Últimos anos
Quatro de Março 

Dia quatro… dia quatro!

Que dia Senhor
Ficará mais gravado em mim
Que este dia quatro?

Todos os dias quatro!

Sei-o de cor:

Será até ao fim
De mim!


2015.03.04

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Vento – 2

Poemas últimos anos
Vento – 2


Sou o homem do vento.

Eu tento
Como me é possível,
Fugir a esta sina
Mas não consigo.

Parece que o trago comigo
Para onde quer que vá
Num confronto que desatina
E torna impossível
Calma.

A minha alma
Esvai-se em ondas espúrias
Que não me fazem
Bem.

Eu e o vento!

Carvide, 2015-02-21

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Aniversário

Poemas últimos anos
Aniversário
Fazes anos minha Marta
E eu, teu Pai que te ama tanto
Também faço!

Não é caso para espanto
Porque faço anos todos os dias
Que te vejo ou falo contigo
Que te dou um beijo
E digo olá.

Sim, é verdade não exagero
Porque o muito que te quero
Não tem nem medida
Nem tempo certo.

Quero-te sempre
Tal qual és
Porque bem sabes minha querida
Que sempre foste e serás
A única Marta da minha vida.


2015.05.05

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Seis meses!

Poemas últimos anos
Seis meses!

Como o tempo passa!

Seis meses!
e foi ontem, sim foi ontem...

Sei muito bem onde estás
sinto a tua presença tão viva
que me dói!

Não que eu viva
como antes
isso... nunca mais!

Deus... lá sabe o que faz
(eu sei que é sempre bem feito)
mas esta dor que me traz
tão contrafeito
às vezes... é demais.

Meu amor:
se choro é porque não posso
sufocar dentro do peito
este grito amargo e doce
ao mesmo tempo

mas se foi assim que Ele quis
ACEITO!
e fico feliz!


Malta, 2015-02-01

sábado, 8 de abril de 2017

Não me rendo

Poemas últimos anos
Não me rendo

Não! Não me rendo!
Neste conflito tremendo
Que é o meu viver
Tenho de ganhar, vencer.

Memórias e recordações
Enchem-me os olhos de água
O peito afoga-se num nó
A dor é insuportável!

Mas, eu que não sou nada
Nada posso ou valho
Não vou dar-me o trabalho
De me deixar vencer.

Realmente sinto dó
De mim mesmo!

É triste ser assim
Tão acompanhado e tão só
Queixar-me tanto e tanto
Sem resultado sem nada
Caminhando nesta estrada
Que não sei onde me leva.



Malta, 2015-02-01 

quinta-feira, 6 de abril de 2017

De onde vim?

Poemas últimos anos
De onde vim?

Não sei de onde vim
Para onde vou
O que faço agora.
Nem sequer tenho um plano
Para amanhã
Ou outro dia qualquer.

Sou... ou não sou ?

Se eu quiser
Posso não ser
Absolutamente nada!

Vivo?
Sim... mas para que sirvo?

Derrotado antes do combate
Que me interessa lutar?

E é neste permanente embate
Entre eu e mim
Que me venço
E convenço
Que não está longe o fim!



Malta, 2015.01.30 

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Coisas simples – 11

Às vezes…


O quê? Não se entende.

Mas se disser:

‘Por vezes’,  ‘Algumas vezes’, sim, entende-se.



(AMA, coisas simples, 23.03.2017

terça-feira, 4 de abril de 2017

Amor eterno

Poemas últimos anos
Amor eterno

Minha querida Fernandinha

Sinto tanto a tua falta
Não só agora, neste momento
Mas... constantemente.

No entanto, aqui em Malta
Não me lamento
Lembro-me somente!

Estranha esta sensação
De estar contigo
E estares ausente!

Sabes? Estou feliz
Felicidade que consigo
Á custa de te amar eternamente!


Malta, 2015.01.27

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Coisas simples – 10

Acho que


Este dito não faz sentido nenhum porque – ‘acho’ – é o presente do verbo achar e significa, mais ou menos, encontrar.

Evidentemente não vai dizer: ‘Encontro que’ porque, então é ninguém entende nada do que quer dizer.

Talvez seja preferível dizer: ‘Penso que…’ e, assim, ficarão a saber a sua opinião a respeito do for.



(AMA, coisas simples, 23.03.2017

domingo, 2 de abril de 2017

Dá-me a tua mão

Poemas Últimos anos
Dá-me a tua mão

Queria que estivesses aqui comigo
Nesta espera calma
Que não obstante consigo
Me invada a alma
Todo o meu coração.

Vem, senta-te ao pé de mim
E dá-me a tua mão
Juntos, como sempre
Num amor que não terá fim.


Malta, 2015.01.27

sábado, 1 de abril de 2017

Coisas simples – 9

Pressentimento


Ouve-se: ‘Tenho um pressentimento que…’

Não tem nada!

O pressentimento não existe.

Será como que adivinhar o futuro o que, sabe-se, não é possível.

Nem sequer se pode ter a certeza que um acto terá um determinado efeito, mas, mas só, uma probalidade.



(AMA, coisas simples, 21.03.2017