Coisas simples, de importância e interesse muito, muito relativos mas boas para "descomprimir".

Coisas de interesse muito relativo, que vou escrevendo,



segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

HGSA 30Jan

Poemas da minha vida

Últimos anos








HGSA 30Jan



Negra, escura solene,

A noite cai gravemente

Como um manto perene

De solidão.



No meu coração

Despedaçado

Há uma pequena claridade

Que mal dá para perceber

Uma presença a meu lado.



Sem querer

Forço a vontade

E atento melhor: Quem é?

Passado um momento breve

Oiço o sussurrar conhecido

De tantas noites amargas:

‘Sou Eu… não temas!’



E as lágrimas secam

E ergo-me confiante!







Não… não temo, digo-lhe com firmeza,

Sei que estás aqui como sempre!

Reconheço os teus traços!



E, com esta certeza

Recolho-me nos Teus braços.



2014 27 Julho


sábado, 25 de fevereiro de 2017

Fala-me de ti!

Poemas da minha vida

Últimos anos




Fala-me de ti!



Fala-me de ti, meu amor

Diz-me o que te vai dentro

Desse teu corpo doente

Abre-me o teu pensamento

Dá-me da tua febre o calor

E ficarei mais contente.



Olha para mim, aqui a teus pés

Mostra a fantástica mulher que és,

Sou eu, o teu António que peço,

E esquece que não te mereço.



As lágrimas que vês nos meus olhos

E que em vão tento esconder

São por mim e não por ti

Pobre tonto que não sei o que fazer

Para afastar estorvos, escolhos

Da tua vida

Minha querida!


Porto, 2014.27.28

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

HGST

Poemas daminha vida

Últimos anos




HGST



O nó que há quatro dias me aperta o peito

Começa abrandar a sua pressão!



Não estou refeito

Ainda não,

Mas sinto um alívio estranho

Neste aperto de enorme tamanho

Tão difícil de aguentar.



A certeza que tenho,

Passe-se o que se passar,

É que, Ela, a minha Senhora e Mãe,

Está atenta e empenhada

Em que não vá além

Do que posso suportar.





Porto, Julho 2014 (Fernandinha no HGST)

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Ver!

Poemas daminha vida

Últimos anos





Ver!



Como se não visse o que quero

Ou visse o que não espero

Ver.

Ter e não ter expectativa,

Anelante

Fera, gritante,

Real e furtiva

Como uma lágrima que teimosa

Cai

Cai!



Dom de lágrimas! Existe? É real?

Chorar faz bem

E faz mal.



2014 23 Julho

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Belinha

Poemas da minha vida

Últimos anos






Belinha



Diz-Lhe a Ele

que contemplas eternamente,

Que eu quero ir

Também para aí!



Mas, se tiver que ficar

Por muito mais tempo aqui

Me ajude a preparar

Convenientemente.



Sozinho, sabes bem, nada posso

Não consigo, não sou capaz.



Rezo por ti um Pai-Nosso!



Belinha: descansa em paz!



2014.06.18

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Aniversário

Poemas da minha vida 

Últimos anos


Aniversário


Como sinto hoje, especialmente,
O coração vibrante de alegria
Ah! E pena realmente!
Fazes quarenta e quatro anos, minha querida!
Por isso me alegro enquanto
Tenho pena de não estar contigo!

Mas… consigo dar-te um beijo
Longo, amoroso e sentido
De um Pai que quer tanto
À única Mafalda da minha vida.

2014.06.12

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Leonard Cohen

Poemas da minha vida 

Últimos anos






Leonard Cohen


O Cohen com a sua voz grave
E uma propositada calma
Vai debitando nos meus ouvidos:

I’m your man!

Ponho todos os meus sentidos
Em sentido
Para perceber bem os versos
E… fazem sentido.

O Cohen canta que se farta
Como um mestre da sedução
Criando como que uma ilusão
Que cantar é muito fácil
E não exige preparação.

Porto, 05 Maio 2014

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Eleições

Poemas da minha vida 

Últimos anos







Eleições
 

Vota, meu caro vota 

Põe lá o teu boletim 

Usa todo o teu critério 

Lembra-te bem da História!


E para não haver batota 

Para que isto tenha um fim.


A ver se acaba o mistério 

De ninguém perder nem ganhar 

O Governo ou um Ministério 

Mas todos cantarem vitória!



Porto,18 Maio, 2014

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Noite de gala

Poemas da minha vida 

Últimos anos













Noite de gala

Na passerelle da fama
Passam um atrás do outro
Os astros e os cometas.
De lado, um bando de patetas
Assiste a tudo alarvemente:
Olha… ali o… coiso!!!
Aonde? Aonde???
Ali… mesmo ali
Não vês? Está com aquela…
Ai, que não me lembro do nome dela…
Não… não… estás enganada
Estão separados que eu ainda ontem li.
Ai, não me digas! Faziam um par tão jeitoso!
Eu cá até nem acho
Ela sim, é um borracho

Agora ele… é um bocado feioso!

E assim pela noite inteira
Que é o que está a dar
E a gente tem de gramar
Quer queira ou não queira!


2014.05.18

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Disseram-me – 2

Poemas da minha vida 

Últimos anos







Disseram-me – 2



Alguém me disse outro dia

Que escrever não sabia

Fiquei muito admirado

Com tão estranha confissão

E fiquei-me a pensar

Se devia acreditar

Ou não!



Tinha ar de estar cansado

Tinha aspecto de abatido

Embora não fosse velho

Atentei com mais cuidado

E vi-me reflectido

No espelho.



2014.05.17

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Começar ou adiar?

Poemas da minha vida 

Últimos anos







Começar ou adiar?



Nesta bela tarde de Maio

Em que o Sol brilha no céu azul

Sento-me a “esta coisa” e começo:



Começo o quê?



A escrever um verso?



Comecei bem, acho eu,

Com ritmo poético

Como convém…



Mas porquê?



O que é que me deu?



Parece-me patético

E sem razão nenhuma de ser

Ou ter

Motivo sério a valer.



Ah! Se fosse mais tarde

Caída a noite, saído o luar

Talvez fosse diferente

E, sem fazer alarde,

Devagar e suavemente

Poderia então divagar.



Portanto… paro e adio!



O que é que estou a fazer

Nesta tarde de calor

Ao tentar escrever

Só por ser

Sem fulgor

Nem brio?



2014.05.17

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Tentativas


Poemas da minha vida 

Últimos anos






Tentativas



Tento – a sério – tento

Portar-me como convém

Seja qual for o ensejo.



Ponho nisto muito esmero

E todo o meu alento

E não prejudicar ninguém

É o meu maior desejo.



De vez em quando, é claro,

Tenho um ou outro deslize

Que logo tento corrigir.



Torno-me assim avaro

De mim próprio e como sou

Embora goste de partilhar

O que já tenho e o que há-de vir

(Não há coisa melhor que dar).



As coisas têm de funcionar

Nem que seja de propósito

Não me vale a pena guardar

Seja o que for em depósito

Que se esvai num instante

Numa aragem num rompante

Que não se pode dominar.


2014.03.30

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Zezinho tenho saudades

Poemas da minha vida 

Últimos anos







Zezinho tenho saudades



Tenho tantas saudades tuas Zézinho

Que se me parte o coração!



Dois anos de saudades

Que parece que caminho

Em solidão!



Ouvir as tuas histórias

(Quase sempre de encantar),

Como se fossem memórias

Reais e não inventadas,

Dar-te um beijo de irmão

Abraçar-te apertado

Contra o coração!



Beber um copo de vinho

Cantarmos as mesmas cantigas,

Mesmo aldrabando as letras,

Contar-mos piadas e tretas

Todas muito antigas…



E agora… que faço sozinho?


2014.03.24

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

De onde vim?

Poemas da minha vida 

Últimos anos







De onde vim?



Parece que vim de longe

Tão longe que nem sei

Onde fica esse lugar.



Se quisesse lá voltar

Para ver as minhas raízes

Não atinaria com o caminho.



Acompanhado ou sozinho

Nada mais me resta

Que ficar!


2014.03.11

domingo, 5 de fevereiro de 2017

O que resta?

Poemas da minha vida 

Últimos anos







O que resta?



Sinto-me, por vezes,

Um estranho ser vivente

Com pensamentos desencontrados

Sem uma lógica evidente

Ou razões substanciais.



Uma espécie de confusão

Uma mistura em ebulição

Que se vai evaporando no ar

Para não voltar.



O que resta?

Concluo que para nada presta

Nem tem utilidade.



Como qualquer futilidade

Gasto o tempo com análises

E diálises

Pelos dias e noites fora

Sem ver qualquer melhora!



2014.03.16