Coisas simples, de importância e interesse muito, muito relativos mas boas para "descomprimir".

Coisas de interesse muito relativo, que vou escrevendo,



terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Confiança

Poemas da minha vida 

Últimos anos






Confiança

Não escrevo nada
E faz-me falta
Mas que hei-de fazer:

Escrever de qualquer maneira
Sem pensar sequer
Numa coisa qualquer?

Talvez, fazendo um esforço
Pôr-me na posição ideal,
Que não sei qual é,
E ter fé
Que não saia asneira?


Fev, 2014

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Tempo

Poemas da minha vida 

Últimos anos






Tempo

Há um tempo certo para tudo,
Ou quase tudo,
Mas os relógios que uso
Não estão certos
E, assim não acerto
E engano-me sempre.

O aperto que sinto na garganta
Limita-me a vontade
E o desejo.

Já não me espanta
Não descobrir o ensejo
De fazer voar uma veleidade
Assim deixo-me ficar
No chão
E não me decido voar.


Fev, 2014

domingo, 29 de janeiro de 2017

Amor de Deus

Poemas da minha vida 

Últimos anos






Amor de Deus

O teu amor, meu Deus,
Que eu sinto tão intenso
É de um verdadeiro Senhor
Que ama todos os seus
Com um valor tão imenso
Que queima verdadeiramente
E abrasa tudo em teu redor
Que eu o sinto realmente
Como único e verdadeiro amor.


Enxomil, 2014.01.19

sábado, 28 de janeiro de 2017

Que queres de mim

Poemas da minha vida 

Últimos anos






Que queres de mim

Venho, Senhor, perguntar-te
Que queres Tu de mim?

Sem dúvida, eu quero amar-te
Com um máximo amor sem fim.

Mas como, diz-me, Senhor
Encontrar esse amor?

Responde-me, meu Amor,
Diz-me o que preciso saber
Mostra-me como conhecer
Esse caminho a seguir
Que nem sei nem nunca vi
Que mas há-de levar a Ti.


Enxomil, 2014.01.17 

Seguir-te

Poemas da minha vida 

Últimos anos






Seguir-te

‘Seguir-te-ei e darei a minha vida por Ti!’
É que Te afirmo do fundo do coração.

E, Tu, Senhor, em tom de reconvenção
Seguir-me-ás mais tarde, não agora!”

E, eu, nesta tristeza com que me confronto
Não ouso perguntar qual o dia ou a hora
Porque conheço bem a Tua resposta:
Será quando estiveres pronto
E a tua alma se encontrar disposta!”        


Terça-Feira Santa 2013

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Amor? O que é?

Poemas da minha vida 

Últimos anos






Amor? O que é?

Sei lá o que é o amor
Se é este estranho sentir
O que penso estar de fora
Num minuto ou numa hora
Numa onda de calor
Que sinto subir… subir…
E me queima e faz doer?

Sei lá se é só o querer
Sentir tudo e sentir nada
Como numa voz abafada
Que quer dizer... dizer...

Seu lá se o amor sou eu
Todo inteiro ou repartido
Sem nexo nem sentido
Porque o queria só teu?


Enxomil, 2014.01.17

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Celebrar o Natal

Poemas da minha vida 

Últimos anos






Celebrar o Natal

Há quem costume dizer,
Sem saber que diz mal,
Que celebrar o Natal
É quando um homem quiser!

O mesmo que se dissesse
Que quando melhor lhe parece,
Ou apetece
Ou convier.

Natal é Natividade
E ninguém pode nascer
Quando lhe aprouver.

E, a verdade
É que ninguém faz anos quando quer.

Pode afirmar-se até
Que só Um nasceu quando quis:

Foi Jesus de Nazaré!


2013.12.25

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Aniversário

Poemas da minha vida 

Últimos anos






Aniversário

Quarenta e oito anos
Não é coisa pouca!

Uma vida um pouco louca,
(às vezes)
Com muitas coisas boas
E, claro, revezes!

Sim… não é coisa pouca
Mas o que vai na mente
E sai pela boca
Porque não cabe no coração
É que verdadeiramente
O meu amor continua vivo e são.

E, como há quarenta e oito anos,
Quando te tornaste minha
Continuo a dizer que mais que tudo
Na vida
Eu te amo Fernandinha
Minha mulher querida!

08.12.2013 [i]




[i] 48º aniversário do meu casamento

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Livro da vida

Poemas da minha vida 

Últimos anos







Livro da vida

Tenho aqui, na minha mão,
O "livro da minha vida"!

Chamo-lhe assim porque me apetece
E porque acho que ele merece,
Afinal…
Esperou trinta e seis anos para ver a luz!

O meu Querido Pai acertou:

‘Filho’, disse-me, ‘quem me dera
Estar enganado!
Mas hão-de passar muitos anos
Até o veres publicado’!

2013 [i]




[i] Publicação de “PORTUGAL 1976”

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Vento

Poemas da minha vida 

Últimos anos






Vento

Bate um vento frio
No caminho da minha vida
Que arrasta para longe
As folhas mortas
Dos meus tormentos.

Um vento frio que bate
Nas janelas e nas portas
Que guardam meus pensamentos.

Vento tão frio que parece
Um sinal demolidor
De uma vida que fenece
Como num quadro sem cor.

Se fosse um vento quente
Abrasador
Eu podia viver
Assim…
Só me resta esquecer.


13.05.2013

domingo, 22 de janeiro de 2017

Destino

Poemas da minha vida 

Últimos anos






Destino

Vi de longe um destino
Estranho e complicado
É certo, um pouco esfumado
Numa bruma qualquer
De um nevoeiro qualquer
Tão espesso que não defino
Onde acaba e começa.

Antes que amanheça
Vou pensar bem a fundo
Nesta coisa singular:
O meu terreiro é o mundo
E a minha eira a rebentar
De trigo que não semeei
Espera por outra colheita
Que não sei onde ir buscar.

Destino…? Não acredito nele
Seja gelado, morno ou quente
Mas sinto à flor da pele
Que tenho de seguir em frente.


2013.04.14

sábado, 21 de janeiro de 2017

Aniversário

Poemas da minha vida 

Últimos anos






Aniversário

Mais um ano que passou
Na tua vida tão cheia
E… tanta coisa mudou!

Mais um ano diferente
Na tua vida tão cheia
E… como deves estar contente!

Mais um ano devotado
Na tua vida tão cheia
E… ainda não estás cansado!

Mais um ano, meu Joaquim
Meu querido irmão e afilhado
E… eu que sinto em mim
Que sou um privilegiado
Que recebo e não mereço
O muito que me tens dado
(que deveria ser eu a dar-te).

Hoje e sempre a Deus eu peço
Que continue a abençoar-te.


2013.04.06

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Entrega VI

Poemas da minha vida 

Últimos anos






Entrega VI

Espero estas trinta e seis horas
Sem saber o que fazer nem que pensar…

Estás aí, eu bem o sei, a repousar
O Teu corpo, a alma, não!

Essa anda como prometido
A visitar os que tinham adormecido
No seio de Abraão.

Ah! E o tempo que anda tão devagar
E eu com tanta pressa de Te ver voltar!

E essa pedra tão grande que não a posso rolar!

E os soldados que não me deixam aproximar!

Tenho esta sublime missão:
Estar aqui a assegurar
Que ninguém Te vai roubar!

Estas trinta e seis horas
Fico aqui a guardar-te
Até à Tua Ressurreição.


Sábado Santo, 2013.03.30

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Entrega V

Poemas da minha vida 

Últimos anos






Entrega V

De um lado para o outro absorto
No meu triste pensamento
Mal dou pelo que te diz o ladrão
A Ti meu Senhor quase morto.

Aproveitando o último momento
Consegue roubar o Teu coração
Já sem uma gota de sangue.

E Tu, da Cruz donde pendes exangue
Dás-lhe como prémio o Paraíso!

Como és bom e justíssimo Juiz!

Aviva-se em mim um sonho antigo:

Que quando me submeteres a juízo
Me sentencies a ir ter contigo!


Sexta-Feira Santa, 2013.03.29

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Entrega IV

Poemas da minha vida 

Últimos anos






Entrega IV

Fico das Tuas palavras pendente
Surpreendido e esmagado:

É o Teu Corpo esse pão!

É o Teu Sangue esse vinho!

Depois… compreendo de repente
Todo o fantástico significado:

És Tu, meu Deus e meu Senhor
Quem a mim se dá de bom grado
(Dádiva de supremo e último Amor).

Ah! Quero que haja no meu coração
Sempre o mesmo entusiasmo e alegria
Como me lembro Te recebi naquele dia
Em que fiz a Primeira Comunhão.


Quinta-Feira Santa, 2013.03.28

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Entrega III

Poemas da minha vida 

Últimos anos






Entrega III

«Porventura sou eu, Mestre?»

E esta pergunta que faço minha,
Atormenta-me a alma.

Enraíza-se como erva daninha,
Tira-me a paz e a calma
Fico distante e absorto!

Serei eu, Senhor?

Esse que Te trai todos os dias
Fazendo mal que não quero
Não fazendo o bem que devo?

Serei eu, Senhor?
E… quase me atrevo
A sendo, por uma vez, sincero,
Dir-te-ei:

Ah! Se não me ajudas,
Como Judas,
Trair-te-ei!


Quarta-Feira Santa, 2013.03.27

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Amor no Céu

Poemas da minha vida 

Últimos anos






Amor no Céu

Tenho um amor
Que vive no Céu
Amor que é de todos
E também é meu.

Tenho um amor
Que vive no Céu
E eu quero ir viver
para junto do meu amor
Desse grande amor meu.

Quero morrer se preciso for
Para ir ter com o meu amor.

Amor tão grande este meu
Que é de todos
E a todos se deu.

O meu amor
Vive no Céu!


2013.03.12

domingo, 15 de janeiro de 2017

CINZAS

Poemas da minha vida 

Últimos anos






CINZAS


Cinzas na minha cabeça caem breves
No simbolismo especial
Desta Quarta-Feira.

Mais leves,
Os meus pecados redimem-se afinal
Nesta Quarta-Feira.

O grande peso que me oprimia os ombros
Fica nos escombros
Desta Quarta-Feira.

Naquele montinho de pó
Desta Quarta-Feira.
Estou eu, só!


Quarta-Feira de Cinzas, 2013