Coisas simples, de importância e interesse muito, muito relativos mas boas para "descomprimir".

Coisas de interesse muito relativo, que vou escrevendo,



sábado, 30 de dezembro de 2017

Se

Se


Se as lágrimas que se desprendem à rédea solta
Como impetuosa torrente
Tivessem o poder de num repente
Te trazer de volta
Há muito estarias aqui, ao pé de mim.

Mas, não, talvez não seja suficiente
E por mais que queira que fosse assim
Terei de esperar
(A contragosto)
Pelo momento em as hás-de enxugar
Do meu rosto.


29.03.2017

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Dia de São José

Dia de São José


Neste dia tão especial
Invoco o meu Pai e Senhor
Com toda a minha alma e amor
De filho que muito lhe quer.

Porquê um dia, afinal,
Me disseste que viesse
A esta casa e obra
De que és o Patrono?

Eu, que não tinha nem dono
Nem vontade de o ter
Entreguei-me com abandono
A um novo viver.

Já lá vão trinta anos
Que sigo este caminho
Nunca mais me senti sozinho
Triste ou desamparado
Tenho sempre um ombro amigo
Onde sentir-me descansado
Ao abrigo de tantos males
Que sou capaz de fazer.

Só me resta bem dizer
E sentir-me abençoado.


19.03.2017

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Onde estás

Onde estás?


Onde estás meu amor
Que não te sinto
Nem vejo?

Ah! Minto…
O desejo
De estar contigo
É tal
Que não consigo
Para meu mal
Deixar de pensar em ti!

Oh amor da minha vida
Oh mulher tão querida
Que não pude conservar.

Porque havias Senhor
De a levar?

Sei bem que tudo é para bem
Mas custa-me aceitar!

Ajuda-me que não posso mais
Com tanto peso para levar.



17.03.2017

domingo, 24 de dezembro de 2017

Amar

Amar


Pronto! Chegou a noite
O momento da confissão.

Ponho mas minhas mãos abertas
O meu coração
Inteiro
Tendo como certas
As verdades mais evidentes:

Amo com loucura
Que não é insanidade
Nem figura de poesia,
Esta verdade:
Amo tanto quanto posso
Amo sem margens nem limites
Amo porque me sinto bem
E sei, que só amando
Me salvarei.

Quero levar todos comigo
E, se não consigo
É porque tenho de amar mais.

14.03.2017

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Visita

Visita


Sou uma pessoa importante
Chego a esta conclusão
Sem mérito nenhum da minha parte
Recebi em minha casa
O meu Deus e Senhor!

Não, não é uma ilusão
Mas algo concreto e real
Em Corpo, Alma e Divindade
Ele veio para meu alimento.

Ah! Que dita extraordinária
A Comunhão Eucarística!

Tão humilde e sublime
Este Senhor que é meu
Faz-me sentir-me Seu
E, eu quero, com toda a minha alma
Ser inteiramente dele.

Oh meu Deus e Senhor
Obrigado por gostares de mim
Faz com eu Te ame assim
Sem limite nem fronteira
Sem exigência nem condição
Mas Te ame de tal maneira
Que caibas todo no meu coração.

13.03.2017

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Chegou a noite

Chegou a noite



Chegou a noite, finalmente
E a hora de jantar
E aqui estou, fatalmente
Neste cerimonial privado.

Olhando em volta de mim
Vejo os meus convidados
Os de sempre
Os fiéis
Que nunca faltam:

A minha família toda
Que me rodeia e acompanha
Partilhando comigo
(Jantar sozinho não consigo)
Numa reunião tamanha
Que me deixa muito feliz.

Ah! meu Deus e Senhor,
Que bom que és para mim!

Como agradecer este amor
Que não mereço, mas quero
Porque é dele que vivo
E me torna mais humano.


Sonhador, é certo,
Mas no pensamento insano
Mais alerta e desperto.



11.03.2017

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Perda

Perda


Tenho uma coisa perdida
Que não queria revelar
Ficou tão bem escondida
Que não a consigo encontrar.

Seria importante, não sei
Mas de certo não seria.

Desisti de a procurar
Para que serve afinal?
Se a escondi foi por pensar
Que não tinha o menor interesse.

Fizesse o que fizesse
Isso agora já não interessa
Não pensei que a perdesse
Mas ficasse bem guardada.

Guardo tudo, absolutamente,
É um vicio um defeito
Mas confesso é o meu jeito
De viver diariamente.

Pode não ser conveniente
Ter um espólio tamanho
Tão cheio de coisas inúteis
Que não me servem para nada
A maior parte tão fúteis
Que me envergonho de as guardar.

Vou tentar
A sério, vou limpar
A memória desse peso
Quero estar livre para pensar
No que vale a pena guardar
E no que merece desprezo.



11.03.2017

sábado, 16 de dezembro de 2017

Um Mês!

Um Mês!

Falta um mês
Para quê?

Não sei nem me interessa
Sei que falta um mês
E é quanto basta!

Daqui a um mês
Será outro mês.

Igual?
Não, nunca é igual.

Para meu mal
Ou para meu bem
Um mês é um mês
Um só
Não dois ou três
Mas um somente.

De repente
Vejo o disparate deste verso
E que não quer dizer nada.

Mas que coisa tão esquisita
Se tenho a dita
De pensar em mais um mês
É porque talvez
Pense que vivo.

Sim, vivo
Que é a única razão
De pensar em mais um mês,
Desejar coisa nenhuma
Sem planos nem ilusões
Apenas pensar com os meus botões
Que mais um mês
É muito tempo para viver
Aprender
Conhecer
E amar.

Quero, desejo, mais um mês
Porque sei que tenho muito
Para dar.



10.03.2017

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Escrever?

Escrever?


Preciso escrever
Algo que tenha a ver
Com o que sinto agora
Mas não consigo.

Não sei o que se passa comigo
Mas não sinto nada,
Estou vazio por dentro
Completamente vazio.

Atropelam-se os sentimentos
Misturam-se as sensações
Num misto de quente e frio
Que não posso explicar

Vários momentos
Múltiplas ilusões
Coisas dispersas
Silêncios e conversas
Coisas boas e contratempos

Já se está a ver:

Que posso eu escrever?


08.03.2017

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Que te digo?

Que te digo?


Que te digo, meu Amor,
Hoje neste dia quatro?

Repito sem descanso
Que a dor
Que sinto tão viva que dói,
É bem-vinda porque se me faz sofrer
Numa espécie de pressão que mói
De dentro para fora do meu peito
Todos os desejos e saudades
Deixando-me descansado e em paz
Pelo bem que me faz.

Pede por mim,
Não te esqueças,
Que sou fraco e pouca coisa,
Para que, com ou sem dor,
Saiba como merecer
Esta vida que tenho de viver
E porque o Senhor assim o quer
É de certeza a melhor.

04.03.2017

domingo, 10 de dezembro de 2017

HGSA

HGSA


Sussurram segredos íntimos
Que sem querer tomo nota,
Coisas normais, dinheiros, amores,
Discussões familiares
É não só!

Que tenho eu a ver com isto?

Faço parte de uma audiência
Que pretendem não existir
Ou desejam que exista,
Não sei.

Na enfermaria do hospital
Participa-se, mesmo que não se queira
No ambiente envolvente, dormente
Xatíssimo!

Viste a Kátia?

(Sei lá quem é...)

Não mas vi a Sandra.

(Também não sei quem é.)


E da forma como estou,
Quando chega a noite,
Já nem eu sei quem sou.



HGSA, 01.03.2017

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Hospital

Hospital

E, hoje, escrevo?
para quê?

Porque estou no hospital
Já reciclado
Tratado arrumado!

Que tem de mais?
Que há a acrescentar?

Ah! Tem pois claro que tem:

Que correu tudo bem
Com seria de esperar.


26.02.2017

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Ilusões

Ilusões

Sou, sinto-me um ilusionista
Sempre em palco actuando
Como se fosse quando
Era bem-visto e aplaudido.

(E fui… algumas vezes…)

Agarro-me ao que não tenho
Desperdiço o que possuo
E, assim, passando, vou andando
Sem audiência ou amuo
Sigo e vou sonhando.

Ilusionista?
Sim, é o que gosto de ser,
Para o que sinto ter “jeito”
E. embora contrafeito,
Insisto na “performance”.

Pode ser que algum dia
Tenha o que no casino se chama “chance”
Ou ganhe na lotaria
O que não espero, mas desejo:

Ter um “bom dia”
Um ensejo
De fazer o que queria
Se tal acontecesse.

Venha o que vier,
Aconteça o que acontecer,
A “coisa” está mais que vista:

Serei sempre um ilusionista!


22.02.2017

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Agonia

Agonia


Na pseudo agonia da noite
Espero que me falem.
Espero sempre, porque, eu
Sou importante!

É, eu falo, telefono...

Ah! Não quero incomodar!

Falso e mentiroso!

Se falo é porque sinto obrigação
Se não falo
É porque pretendo ser forte
Como o aço
E, se me desfaço
É porque não sei, a sério, não
O que tenho (é que muitos chamam sorte)
De ter sempre quem me fale.

De que vale
Um lamento,
(sem razão de ser, aliás)
Se, num momento
Tudo me satisfaz?

Eu... Este pobre homem que sou
Vivo de chamadas
Ligações e outras coisas!

É pouco,
Tristemente pouco

Nem sei avaliar o bem que tenho
A felicidade que usufruo
Desejaria ser mais simples e puro
Agradecido e contente
Porque, afinal, tanta gente,
Muitos dos quais nem aturo,
Me diz simplesmente, com voz de amigo:
O que for preciso, conta comigo.


22.02.2017

sábado, 2 de dezembro de 2017

Felicidade

Felicidade

Será, talvez, veleidade
E não impossível:

Para mim, a felicidade
É coisa simples e acessível:

Se os meus, que Deus me deu
Forem felizes
Assim o serei eul


18.02.2017