Coisas simples, de importância e interesse muito, muito relativos mas boas para "descomprimir".

Coisas de interesse muito relativo, que vou escrevendo,



terça-feira, 22 de julho de 2014

Novo Livro de António Mexia Alves

“MIGALHAS PARA O CAMINHO”
de
António Mexia Alves


Com prefácio de
Rev. Cón. António Ferreira dos Santos


Uma forma de comprar o livro - Migalhas para o Caminho - é fazer uma transferência para o NIB  0046 0196 00600010385 45 no valor de 22,50€ (que inclui portes de correio).
Comunicar para: ontiano@gmail.com, com comprovativo da transferência, endereço para o envio e se desejar, o nome para dedicatória.


Desde já, muito grato.

terça-feira, 15 de julho de 2014

Zézinho IV

Zézinho IV

Tenho-te aqui
Num abraço eterno
De irmão querido.

Tenho, com certeza,
Uma saudade enorme
Por teres partido.

Depois… com estranha clareza
Vejo que não estou sozinho
Nem tu estás ausente.

Pelo contrário, estás mais presente
Zézinho!

foto em Carvide 2008.03.23

Porto, 2012 

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Zézinho III

Zézinho III

Uma Via Láctea qualquer,
Ostenta uma luminosidade
Estranha!
Como se tivesse mais uma estrela,
Um brilho mais intenso.

Nesta imensidão tamanha
Que é o meu céu privado
Distingo, com meridiana clareza
Os “astros” mais importantes
Que têm mais beleza
e me desvendam caminho:

O Pai, a Mãe, o Manel Zé, a Belinha e, agora, tu Zézinho.


Esposende, 2012,03.31

domingo, 13 de julho de 2014

Morte II

Morte II


Basta! Sim... Basta de falar de morte!
Toda a gente sabe
Que é a “sorte”
Mais “garantida”.

Vamos, antes que acabe...
Falar... De vida!


Esposende, 2012,03.31

sábado, 12 de julho de 2014

Zézinho II

Zézinho II

A terra onde cresceste
Ganhas-te identidade e formaste vida
Lembrou-te hoje com amizade
muito especial.

Em Monte Real
Te fizeste homem
E te nasceram os filhos,
Em cada bocadinho
Desta terra querida
Estás presente Zézinho.

Chorando a tua partida
Como num rogo
Dizemos, ela e os teus
Um 'até logo'
E não adeus!


Monte Real, 2012.03.31

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Zézinho I

Zézinho I


Leva-me a mim!
Leva-me a mim!
Porque não me escolheste?

Assim... grito à que de negro
Se propõe levar o Zézinho.

Não responde, não diz nada
E, ficando calada
Mais me faz gritar:
Leva-me a mim!
Leva-me a mim!

E, meio tonto
De tanto gritar
Oiço-a a replicar:

Não... ainda não estás pronto!


Porto, 2012.03.23

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Morte

Morte
Outra vez no horizonte
Paira a nuvem escura
Densa
Da morte.

Oh triste sorte
Que perdura
Como jugo cingido à fronte!

A morte!

Lá, a negra parca estabelecendo
O seu destino inexorável
Como uma decidida marca
No querer horrendo
De inevitabilidade execrável.

Vem... está aí uma vez mais,
E, como sempre , fico estático,
Considerando a única verdade
Que nos dá por simples e pobres mortais.


Esposende, 2012.01.22

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Viajante

Viajante

Venho de longe
Tão longe
Que nem me lembro
De onde venho.

Sei
Que cheguei
Aqui onde agora estou.

Ninguém me pergunta quem sou
No meu olhar
Está a minha identidade:
Um viajante!

Na verdade
Não faço mais nada
Que viajar.

Para onde?
Que interessa!

Sei que não posso parar
Que tenho de ir depressa
Urge-me a urgência,
Impele-me a impaciência
De chegar.


Enxomil, 2011.12.11

terça-feira, 8 de julho de 2014

Carvide

Carvide

Foi ontem que  cheguei?

Não... Foi à quatro dias!

Como pode ser?
Eu, nem sei
porque deito as contas!

As Noites e os dias
Passam a correr.

Porque faço contas?

Porque gosto muito de cá vir
Mas detesto ter de partir.


Carvide, 2011.12.04

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Dezembro

Dezembro

Em Dezembro
Carvide
É como outro mês
Qualquer.

Como me lembro
De Agosto soalheiro
Dos começos de Setembro
Ou os frios de Fevereiro!

Apetece-me estar por cá
Como que à espera
A ver se ainda há
Ou a matança
Ou o vinho novo!

Só nas minhas memórias
Há as histórias
Que sei de cor:
Mantança...
Vinho novo...
Tudo em pormenor...


Carvide, 2011.12.02

domingo, 6 de julho de 2014

Alternativas II

Alternativas II


Afinal
Fui capaz
De passar no corredor...

Para meu mal,
Conheço tudo de cor.

Desde rapaz
Que me habituei
À dor
E à saudade.

Que tudo passa
É bem verdade
Por isso passei
No corredor.


Carvide, 2011.12.02

sábado, 5 de julho de 2014

Natal

Natal

Dei por mim a pensar:

Este Natal, não escrevi nem um verso!

Grande coisa!… achei…

O que é um verso no Natal?

Não sei!

Mas sinto-me mal
Se não escrever
E, está-se a ver,
Tem MESMO de ser!

Bom… comecemos:

“Recebi um presente
Que muito gostei
Mas não me admirei
Por o ter recebido.

Fiquei contente
E agradecido.

Não fiquei indiferente,
Digo-o sem temor,
Pois o que recebi

Foi o AMOR!

E, o Marido, Pai e Avô
Chorou!”


Porto, Natal de 2011

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Alternativas

Alternativas

Passo pelo corredor
Devagarinho
Atento aos sons
Que não existem.

Estou sozinho
e uma fina dor
Vai tomando vulto
A cada passo no corredor.

Não me apetece deter
A olhar para as paredes,
Estão lá pendurados
Quadros
Que não quero ver.

Não há sons
Nem sombras
Mas há memórias
Bem vivas.

Só passo no corredor
Porque não tenho alternativas.


Carvide,  2011.09.11

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Esforço

Esforço

Assim, à força,
A rima não sai..não funciona…

Não me importo muito
Nem ganho nada com isso.

Escrevi e pronto… acabou!

Este dia já passou!


2011.04.12

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Morte

Morte!

Lá está ela outra vez
Impaciente de negro
À espera anelante
Com um gesto triunfante
De quem já ganhou!

Os trunfos que jogou
Dão-lhe a vitória, assim pensa...

Numa atitude, estudada
De matreirice imensa
Para tornar possível
O seu destrutivo querer.

E mesmo parecendo incrível
Acaba por vencer!


Porto, 2012.03.23

terça-feira, 1 de julho de 2014

Fúria

Fúria
Sento-me aqui
Numa ânsia furiosa
De escrever
Seja o que for…
Enquanto a música se faz ouvir
Eu, praticamente
Não oiço nada
A não ser o bater descompassado
Arrítmico do coração
O estro
Que já se foi há muito
Regressa aos poucos
Desfasado
Da realidade curiosa!
Como é doce e de loucos
Esta fúria
Que não entendo.
Sim…estou a ver
Quero regressar
Sem ter partido
E voltar a ver
O que está perdido!

Há! Os setenta anos que passaram!

Ainda, ontem, os tinha
E, hoje, já não!

Como tudo passa!
Mesmo os muitos anos, que já são
Não
Esperam por outro dia!

Haja, pelo menos,
Paz de harmonia
Nesta sinfonia
Que não acerta.

A porta aberta
do amanhã
É uma ilusão.

Pode ser que sim…
E pode ser que não…


2011.04.12