Coisas simples, de importância e interesse muito, muito relativos mas boas para "descomprimir".

Coisas de interesse muito relativo, que vou escrevendo,



terça-feira, 28 de agosto de 2012

Histórias para adormecer os meus Netos 1


História Nr. 1

Era uma vez um Traque.

Sim... pois claro, o traque é uma “Coisa” que toda a gente sabe o que é e que toda a gente dá, pelo menos, de vez em quando.

Vou contar, portanto, a história de um Traque.
Escrevo com letra maiúscula de propósito porque, o Traque desta história é a de um traque bastante importante.

Além de ser um Traque muito grande e barulhento era muito... muitíssimo mal cheiroso!

Este Traque começou a existir numa noite, numa fila de muitas pessoas para comprar bilhetes para o cinema. Não sabia quem era o responsável pela sua aparição, ninguém se manifestou interessado no assunto e, assim o pobre do Traque sentia-se como que órfão e muito, muito sozinho.

Andava por ali, no ar, percorrendo a fila para trás para a frente, levado pelas correntes de ar provocadas pelas pessoas que passavam de um lado para o outro.
Um traque, mesmo um traque dos grandes como este era, é muito levezinho e anda pelo ar com uma facilidade enorme e espalha-se por todos os lados com uma rapidez muito grande.

O Traque estava bastante triste porque se sentia mal, como que a desaparecer.

De facto, aos poucos, ia diminuindo de intensidade o seu tamanho e o seu cheiro e, aquilo que, no princípio fora um traque excepcional estava agora cada vez mais, um traque igual a todos os outros traques que, por serem muito banais, não merecem que se conte uma história a seu respeito.

Como já disse antes, também se sentia muito sozinho e não sabia o que havia de fazer para mudar a situação.

A certa altura, um jovem casal – um rapaz com cabelo cheio de gel e uma rapariga com um brinco no nariz – comprado o bilhete, dirigiu-se a toda a pressa para o balcão das pipocas e bebidas.

Esta deslocação provocou uma corrente de ar que o Traque apanhou de boleia para sair dali para fora.

Ao menos mudava de ambiente...
O casalinho despachou-se rapidamente e dirigiu-se para uma das salas de cinema. O Traque, claro coladinho a eles, aproveitou a boleia.

O Traque nunca tinha entrado numa sala de cinema. Tendo muito pouco tempo de existência nunca tinha entrado em lado nenhum. As únicas situações que conhecia
neste mundo eram as duas filas de gente; aquela para os bilhetes e a outra para as pipocas. Era uma vida muito curta e, portanto, com muito poucos conhecimentos.

De qualquer maneira o Traque estranhou muito o ambiente. O filme já tinha começado e estava tudo ás escuras.

O Traque continuava “colado ao casalinho” como se tivesse sido adoptado, sentia-se bem e acompanhado. A companhia, mesmo para um traque, é sempre muito importante.

O Traque estava cada vez mais aborrecido porque agora além de não ver nada por causa da escuridão da sala, não entendia nada do filme.

O filme era americano e o Traque não percebia nada de inglês e também ainda não tinha aprendido a ler, pelo que, as legendas não lhe diziam nada.

O Traque estava cada vez mais preocupado porque se sentia com menos forças – quer no tamanho quer no cheiro – e percebia que ninguém estava interessado nele nem com o que lhe pudesse acontecer.

O Traque tinha medo de morrer, acabar, ali mesmo naquela sala de cinema escura, no meio de um filme de que não entendia coisíssima nenhuma.

Estava assim, muito triste já resignado à sua sorte quando, de repente, sentiu como que um estremeção.                       

Alguma “Coisa” se aproximara dele, muito devagarinho, sem fazer barulho nenhum, como se tivesse pézinhos de lã.

Claro que na escuridão não se via nada e o Traque estava com muita dificuldade em perceber o que se estava a passar.

A única “Coisa” que percebia era que, o quer que fosse que se tinha aproximado, cheirava muitíssimo mal... uma “Coisa”... enfim... de fazer tombar qualquer um, mesmo um Traque importante como ele.

O Traque sentiu uma alegria enorme: estava salvo. Tinha companhia, não acabaria a existência só e desamparado como um traque ordinário e sem importância.

Deu o braço à Bufa que se tinha encostado a ele, e sentiu-se felicíssimo, radiante.

Para terminar esta bela e instrutiva história, sempre quero deixar registado que o Traque e a sua recente companheira Bufa, viveram uma bela história de amor que, embora de curta duração, ainda deu origem a muitos mal cheirosos pumzinhos.


Porto, 21 de Janeiro de 2005

sábado, 18 de agosto de 2012

Tia Anica


A Tia Anica não era de Loulé nem usava cachiné, na verdade, toda a gente a conhecia por Tia Anica o que poderá parecer nome de pessoa vulgar, mas, bem ao contrário,  era uma senhora distinta e grave nada dada a bailaricos nem modas populares.

Não se sabe bem de onde era natural nem isso interessa para nada à história, já que, no meu fraco entender, a naturalidade não tem a ver com o lugar onde se nasceu mas sim onde se passou a infância.

Dantes, nascia-se em casa dos Pais e nascia-se bem, agora procuram-se hospitais ou maternidades o que, se por um lado é conveniente, por outro é uma maçada de todo o tamanho quando se trata de registar a criancinha.

Uma pessoa qualquer, registada como sendo natural de São Sebastião da Pedreira fica toda a vida com esta carga emocional, não despicienda, de pouca gente saber onde é essa cidade, ou vila, ou aldeia ou… porque poucos sabem que se trata de um bairro da cidade de Lisboa.

Voltemos à Tia Anica…

Como já voltámos podemos prosseguir com a história.

Usava, sempre, uma fita preta ao pescoço, enfeitada com um camafeu em pedra sabão de cor rosa. Tinha um aspecto francamente distinto e valioso.
Uma sobrinha, que, por acaso, era uma rapariga, estava sempre a dizer-lhe:

“Um dia destes a Tia Anica vai na rua e um malandro qualquer deita-lhe as mãos ao pescoço para lhe roubar o camafeu!”

E, a Tia Anica, respondia invariavelmente o mesmo:

“A mim? Ninguém se atreve!”

Era tal a peremptoridade da expressão que quem ouvia poderia pensar que a Tia Anica era praticante de artes marciais ou algo no género ou, então, mantinha na carteira um daqueles sprays de gás pimenta – ou outro gás qualquer – que assestado á cara de qualquer meliante por mais façanhudo o deixava KO.
Mas… nada disso. A Tia Anica não só não usava nenhuma arma ou instrumento de defesa pessoal, como o único exercício físico que realmente praticava com regularidade, era ponto de cruz no bastidor.

Sabendo desta história – que, de facto era do conhecimento de muitíssima gente – um malandreco, lá do sítio, resolveu por pilhéria e gabarolice, tentar a sua sorte.

Seguindo a Tia Anica pelo passeio estreito da rua larga, seu caminho habitual para ir tomar o seu chá à Mimosa, conhecidíssima.


[1] confeitaria do bairro, esperava o melhor ensejo para por em prática a sua torpe acção.
O momento asado chegou quando a Tia Anica se deteve por um instante a ver uma montra cheia de sapatos [2] e, de supetão, atira as ganfas ao pescoço da pobre senhora disposto a levar por diante o seu horroroso propósito.

O resultado foi fantástico!

Quer saber qual foi? Quer?

Então…

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Pilhas!!!


Uma velhota, durante a missa, inclina-se e diz ao ouvido do seu marido: 

- Acabo de soltar um pum silencioso. Que achas que devo fazer?

O velho responde?

- Agora nada. Mas quando sairmos vamos comprar pilhas novas para o teu aparelho auditivo.

domingo, 12 de agosto de 2012

Logo se vê!


O Mário e a Vanessa mais o ‘rebento’ Márinho, tinham acabado de chegar a Quarteira, que, como muitíssima gente sabe, fica nos Algarves.
Fazia um calor de partir pedra e, em cima do tejadilho do ‘Corsa’ podia, sem esforço, fazer-se uma omelete.

Lá começaram a acartar a tralha para o décimo terceiro andar, traseiras, de um prédio cujo aspecto exterior conhecera melhores dias.

O elevador estava avariado e, pelo aspecto do letreiro pespegado na porta, com a escrita desvanecida, já assim devia estar há larguíssimos meses.
A Vanessa bem protestava a cada degrau, arrastando o corpo roliço – para ser comedido nas palavras – com os montes de sacos e saquinhos que tinham trazido de casa.
“Se calhar – dizia – o apartamento é do pior!” e, o Mário, igualmente roliço, com as pernas gordas meio tapadas pelos calções por baixo do joelho, cheios de bolsos e fitinhas que mercara no Lidl por Quatro Euros e Meio, respondia:

“Logo se vê”!

A coisa começara ainda na terrinha quando discutiam os dois as férias familiares. Os magros cobres que dispunham não davam para Quintas do Lago – que, como muita gente sabe também fica nos Algarves mas que, a maior parte só conhece de ter ouvido falar – e fora através do cunhado de um primo do dono do café ‘PARAÍSO DOS CROQUETES”, que tinham arrendado o tal apartamento por uma semana. A Vanessa aventou que, talvez, pelo preço pedido, o tal apartamento não deveria ser grande coisa e, o Mário, respondera:

“Logo se vê”!

Já pelo caminho, quando pelo capot do Corsa começou a sair um fumo suspeito, e a Vanessa tornou a aventar – que era algo que fazia com frequência – que, se calhar, a viagem tinha acabado ali em pleno Alentejo, o marido, respondera:

“Logo se vê”!

A coisa compôs-se e depois de umas duas horas e meia à espera que arrefecesse o motor e de um gentil camionista ter contribuído, além de uns cinco litros de água para o radiador, com conselhos de enorme utilidade tais como: “Vocês voltem mas é para trás que isto ainda rebenta e… depois…” e outros do mesmo género, lá prosseguiram viagem a quarenta à hora o que, não obstante as previsões do camionista, se revelou uma boa medida já que decorridas mais umas três horas, tinham finalmente chegado ao destino.

Pelo caminho, o Márinho, pediu para beber água, comer uma sandes, fazer xixi. Os dois primeiros pedidos foram imediatamente satisfeitos com dois tabefes um da Vanessa e outro do Papá, o segundo foi resolvido pelo próprio cachopo aliviando-se nos calções o que lhe mereceu mais dois estalos, um de cada um dos progenitores.

O apartamento, está-se mesmo a ver, era uma coisa do outro mundo. Resumia-se a uma divisão de três por quatro onde havia uma espécie de cadeirões e umas quantas almofadas com o recheio a assomar pelas costuras, um fogão a gás com dois bicos e uma ‘casa de banho’ com um chuveiro, um lavatório minúsculo e uma retrete imunda.

O Mário declarou que no dia seguinte, iria procurar outro local, mas que, naquela noite, tinham de ficar ali.

“Mas onde, homem, e com que dinheiro?” Aventara a Vanessa.

“Logo se vê”!, respondera o Mário.

Não se viu nada, em primeiro lugar porque Quarteira rebentava de pessoal e, as únicas instalações disponíveis para arrendamento eram-no por preços que, para o casal, ficavam na estratosfera.

Foi uma semana de férias fantástica porque choveu quase todos os dias de modos que, ir à praia nem pensar. O que valia eram as vistas que davam uma razoável panorâmica das traseiras de dois prédios no mesmo estado de conservação. Mas, é claro, era uma semana de férias no Algarve e…prontos… havia que gozar a coisa até ao fim.

Tal como tinham chegado assim partiram. Talvez, um bocadito mais magros, embora não se notasse muito porque, uma semana inteira a esparguete e chouriço, embora não seja uma dieta muito recomendada por quem sabe da coisa, sempre farta, de maneira que acabaram por se enfastiar e reduzir às porções. Notícias de casa não tinham porque a Vanessa estoirara com o crédito do telemóvel a falar com uma colega de trabalho – ambas faziam limpezas na escola lá da terra, o que, agora, se chama ‘Auxiliares de Educação’ – a contar-lhe as maravilhas da praia e os intermináveis banhos nas salsas ondas de água morna, os jantares de marisco e peixe grelhado em restaurantes à beira-mar e outras coisas do género que, a outra, fingia acreditar.

No regresso, sempre a quarenta à hora, não houve cá paragens em estações de serviço e outras mordomias do género: sempre a andar.

O Márinho, não parava de protestar e, os paizinhos, não lhe davam tréguas com estalos e lembretes sucessivos.

A certa altura, a Vanessa, fez o costume… aventou:

“Olha lá, ó Mário! Tem de se dar qualquer coisa a comer ao puto, senão ainda lhe dá uma coisa”!

O Mário, em vez de responder como o costume “Logo se vê”!, saíu-se com uma solução brilhante:

“Olha... que coma as trombas que estão feitas num bolo!”

sábado, 11 de agosto de 2012

Mais vale...


O médico atende o paciente idoso e milionário, que estava a usar um revolucionário aparelho de audição, e pergunta:

- E então, Sr. Almeida, está a gostar do aparelho?

- É muito bom! Respondeu o velhinho.

- E a família gostou? ? Pergunta o médico.

- Não contei a ninguém ainda... Mas já mudei o meu testamento três vezes!

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Velhice?


É um casal de 80 anos, que está a começar a ter problemas de memória. Eles vão ao médico para ser examinados. O médico faz um check-up e diz aos velhinhos que não há nada de errado com eles, mas que seria bom ter um caderninho para anotar as coisas. 
À noite, quando estão os dois a ver televisão, o velhinho levanta-se e a mulher pergunta:
- Onde vais?
- À cozinha - responde ele.
- Não me queres trazer uma taça de gelado? - Pede ela.
- Lógico! - Responde o marido solícito.
- Não achas que seria bom escrever isso no caderno? - pergunta ela.
- Ah, então! Qualé? Ironiza o velhinho - Eu vou me lembrar disso!
Então ela acrescenta:
- Então coloca uma bola de morango por cima. Mas escreve para não ter perigo de te esqueceres.
- Eu lembro-me disso, queres uma bola de gelado com calda de morango.
- Ah! Aproveita e coloca um pouco de chantilly em cima! - pede a velha - Mas lembra-te do que o médico nos disse... escreve isso no caderno!
Irritado, o velhinho exclama:
- Eu já disse que me vou lembrar!!
De seguida vai para a cozinha.
Depois de uns vinte minutos, ele volta com um prato com uma omeleta.
A mulher olha para o prato e diz:
- Eu não disse que te ias esquecer? Onde está a torrada?

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Pois!!!


An older man, not in the best physical condition, asked the trainer in the gym:


 "I want to impress that beautiful girl.  Which machine should I use?" The trainer replied : 


 "Use the ATM machine outside the gym!"

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

D. Miguel


Às dezassete horas daquela quarta-feira de Agosto, em Madrid a tarde ia a meio [1] e em plena calle Melón Diegues [2] D. Miguel limpava com um lenço largo a testa estreita. [3]

Fora D. Miguel pouca gente circulava na rua com aquela canícula e, à hora da ‘siesta’, o pessoal madrileno, habituado a séculos de hábitos [4] nem por decreto saía á rua, conservando-se nas casas à meia-luz das gelosias corridas, quase sempre em trajes menores. [5]

Um cão [6] com um ligeiro toque de ‘braco alemão’ misturado com ‘sabujo dos Pirenéus’ donde resultava um abundante horror canídeo, alçava a perna no candeeiro disponível, a marcar território.

D. Miguel não era o dono do cão e nem sabia a quem este pertencia.

Um táxi algo decrépito encostou ao passeio, parou, depositando um passageiro em melhor estado.

O passageiro que, neste caso, era um homem, dirigiu-se a D. Miguel que, entretanto, já tinha guardado no bolso o lenço largo com que enxugara a testa estreita, e perguntou-lhe:

“Acaso usted sabe dónde estamos?” [7]

D. Miguel ficou de pedra e com um ar de infinita superioridade e digna compostura, ripostou?

“Buenas tardes a usted también”! [8]

O outro não mostrou embaraço ou ter ficado ofendido com o remoque e prosseguiu:

“Vale… pues se le preguntaba si acaso sabe dónde estamos.”

D. Miguel era um homem de grande categoria que, embora não tivesse tantos títulos nobiliárquicos como a Duquesa de Alba e muito menos palácios ou ‘fincas’ [9], era muitíssimo proprietário do seu próprio nariz e não tinha por costume entrar em diálogos ‘espúrios’ [10] com pessoas que não conhecia nem de ouvir falar.

Assim, com suprema altivez, respondeu:

Quer saber a resposta de D. Miguel? Quer?

Então:

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

De Lepe 13




Juegos olímpicos en Lepe. Discurso de inauguración.
- O ... o ... o ... o ... o
- No, señor alcalde, los aros olímpicos no se leen.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Morte no sobreiral

Nota prévia:
Esta história é assaz violenta pelo que as pessoas de sensibilidade mais à flor da pele não devem lê-la!
Mas, se mesmo assim, quer... aqui vai:


Perdido de dores o pobre homem dobrava-se sobre si mesmo numa tentativa frustrada de mitigar o sofrimento.
Aquilo durava há mais de uma hora sem mostras de abrandar, diminuir.
O golpe no ventre era demasiado profundo e extenso para poder estancar a hemorragia. Sabia, adivinhava, que muito em breve ficaria sem forças e entraria em choque. Depois… a morte!
Sozinho no meio do campo juncado de erva verde, clamara por socorro mas só obteve silêncio como resposta.
A natureza parecia dar-se conta do que se passava e um silêncio profundo fazia-se ouvir. [1] 

Até os pássaros, e havia muitos, sobretudo pombos bravos a voar de um lado para o outro procurando os sobreiros com melhor bolota para encher o papo, não faziam ruído além do bater das asas.
A espingarda com que pensara abater alguns – adorava canja de pombo bravo - [2] estava caída no chão a alguma distância. Tentara chegar-lhe para dar uns tiros – despejar a cartucheira se preciso fosse – para chamar a atenção de alguém, mas não conseguira tal intento. Nem para rastejar tinha forças!

A pequena distância, perpetrador do ataque, conserva-se imperturbável como se não lhe dissesse respeito o que acabara de fazer.
Olhava-o com olhos raiados de vermelho de raiva, de furor, de bestialidade!

Como fora possível tal coisa! Conhecia-o desde pequeno, tinham a maior confiança um no outro, sempre se trataram como velhos conhecidos e amigos.
É certo, era um bruto quase sempre de muito mau humor e não poucas pessoas se espantavam com aquela amizade quase cúmplice entre os dois e avisavam-no: ‘qualquer dia ainda te vais arrepender da confiança que lhe dás’!
Agora, arrependia-se mas… era tarde, demasiado tarde.
As mãos tintas de sangue, - do seu sangue! - tentavam segurar os intestinos que se desprendiam pela abertura do golpe.
Morrer assim… de barriga aberta, abandonado no meio do sobreiral… que triste final! [3]

Sentindo o fim inexorável, fechou os olhos e rezou um Pai-Nosso.

Então sentiu um movimento pesado que se aproximava e numa renovada esperança abriu os olhos.

Era ele outra vez! Vinha ver o ‘serviço’. Ah grande estupor! Se tivesse a arma à mão não te ficavas a rir!
Este foi o último pensamento que teve porque, logo a seguir…

Quer saber o que aconteceu logo a seguir? Quer? E está preparado?


Então: