Coisas simples, de importância e interesse muito, muito relativos mas boas para "descomprimir".

Coisas de interesse muito relativo, que vou escrevendo,



terça-feira, 31 de julho de 2012

De Lepe 12




Coge un lepero el teléfono
- Hola. ¿Es el nueve, cuatro, dos, ocho seis, siete, nueve, uno, cuatro.
- Si, si, no, si, si, no, si, no, si.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

De Lepe 11




Dos de Lepe se van al bosque en busca de un abeto para navidad.
Después de dos horas dando vueltas, uno le dice al otro:
- Bueno, ¡ya está bien!. El próximo abeto que veamos lo cogemos tenga o no tenga bolas de navidad.

domingo, 29 de julho de 2012

De Lepe 10




Un lepero en el viaje de Colón.
- Almirante, quince carabelas se acercan
- ¿Una flota?
- No, flotan todas.

sábado, 28 de julho de 2012

De Lepe 9




Comienza la música y un lepero que estaba un poco bebido ve una señora elegantemente vestida de negro. Tambaleante, se acerca a ella y le dice:
- Madame, ¿Me concede el placer de este baile?
- No
- ¿Y por qué no?
- Pues por cuatro motivos:
Primero, porque usted está borracho.
Segundo, porque esto es un velatorio.
Tercero, porque el Ave María no se baila.
Y cuarto porque madame será su madre. ¡Yo soy el cura!

sexta-feira, 27 de julho de 2012

De Lepe 8




Se muere un lepero y se acerca un amigo al hijo.
- Lo siento.
- No, dejalo acostado, tal como está.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

De Lepe 7




Le dice un lepero a otro
- Curro ¿Por qué no regaste el jardín?
- Porque está lloviendo a cantaros
- No seas vago, hombre, aquí tienes un paraguas.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Cremildo

Nota: [1]

A faca de fio tão afiado como o de uma navalha de barba [2] era a única coisa que lhe ficara como espólio do pai morto em 1961 pelo empregado de toda uma vida de comerciante em Angola.

Fora a ‘paga’ de anos de maus tratos indescritíveis como ter dado casa, emprego, comida e bebida ao sujeito e à família que tratava como sua. É claro, que como se sabe, isto aconteceu a uns milhares de horríveis colonos que, de igual ou semelhante modo, exploraram indecentemente a mão-de-obra nativa. Uns cortados às postas e salgados em barricas, outros, pura e simplesmente esquartejados à catanada, as mulheres violadas e esventradas, as crianças rebentadas contra a parede mais próxima.

Foi tudo muito bonito e edificante! Os pobres dos pretos, acabaram por não ter melhor sorte, mortos por outros companheiros, cheios de droga e bebida – o milongo – com que os próceres do descolonialismo os encharcavam prometendo-lhes imunidade às balas do odiado inimigo.

Viu-se – vê-se – a beleza em que tudo acabou (ou ainda está a acabar)!

Mas isso… é outra história, triste, horrenda, da qual muitos actores e protagonistas ainda estão vivos e de boa saúde e melhores proventos, de que não vem agora ao caso.

O Cremildo viera de Angola com poucos anos e andara por casa de parentes afastados e próximos que o acolheram, lhe deram escola e manutenção.
Por causa das cenas horrorosas que presenciara em criança e não conseguia apagar da memória, era um homem duro, frio, ressabiado, intratável.
Ah! Sim! Aquela faca era como que um gatilho [3] que fazia despoletar essas memórias ainda com mais realismo.
Soturnamente, entregava-se com a maior aplicação no que estava a fazer, o que tinha que fazer. Com pulso firme cortava a carne em fatias finíssimas as quais, com uma precisão notável, ia empilhando numa tábua de madeira.
De tal forma a sua performance era apurada que não havia quase nenhum sangue à vista, pelo que os vestígios da sua ‘obra’, eram práticamente nulos.
Ninguém poderia suspeitar, que por detrás daquela ‘fachada’ séria, carrancuda, fechada, de bruto intratável, se escondia um verdadeiro artista da faca.
Não que o fazia com tanta concentração fosse fácil, bem pelo contrário, mas na sua testa não brilhava uma única gota de suor. Era como se aquilo lhe desse um prazer íntimo, inexplicável, extraordinário.

Finalmente, deu a ‘obra´ por acabada.

Endireitou-se, lavou a faca na água corrente da torneira [4] e voltando-se para trás disse:

Querem saber o que é o Cremildo disse? Querem?

Então…


terça-feira, 24 de julho de 2012

De Lepe 6


Llama un lepero por teléfono y le contestan
- ¿Si?
- Doctor, doctor, mi mujer está a punto de dar a luz
- ¿Es su primer hijo?
- No, soy su marido

segunda-feira, 23 de julho de 2012

De Lepe 5




Se encuentran dos leperos- Sabes, al final encontré trabajo en Santiago .
- ¿De qué?
- De Compostela

domingo, 22 de julho de 2012

Tragédia à chuva

Andava de trás para a frente ao longo do passeio.

A saia curta que mal lhe chegava aos joelhos, tinha aquela cor esmaecida das peças de roupa sujeitas a numerosas lavagens. Os fabricantes de detergentes bem anunciam que mantêm as cores inalteradas lavagem após lavagem mas, isso, já se sabe... é uma treta.
A blusa já sem formas não tinha melhor aspecto assim como os sapatos cambados e cheios de esfoladelas atestavam uma flagrante falta de meios económicos.
E, isto era estranho, muito estranho, até porque a rapariga tinha uma beleza extraordinária e um porte de diva.
Normalmente estes atributos numa mulher estão associados a um certo estalão de vida e, este, não era, definitivamente, o caso.

Da sua janela no primeiro andar, observava tudo isto dando-se também conta da evidente agitação da rapariga. Sempre que um carro se aproximava na rua deserta aquelas horas da noite, a mulher ficava imóvel numa atitude de expectativa.
Decididamente, pensou, é mais uma pobre mulher em busca de um cliente tardio para sexo rápido.
O mais estranho é que estas mulheres costumam ter lugares certos onde habitualmente fazem o seu triste negócio e, esta, era a primeira vez que a via por ali.
Aliás, aquela rua pacata, sossegada, nunca fora palco dessas actividades.
Começara a cair uma chuva miudinha, persistente. Em breve a jovem ficou ensopada o que mais acentuou o seu aspecto desalinhado.

Sem querer começou a sentir pena da pobre. Também já lhe parecera que tinha um não sabia quê de familiar mas não conseguia perceber o quê. Além disso algo destoava, não estava de acordo com o aspecto geral da rapariga mas também não descortinava o que era.

Decidido, abandonou a janela, agarrou num guarda-chuva e saiu para a rua. Travessou para o outro lado e dirigiu-se à mulher. Esta pareceu dar pela sua presença, estacou de repente, meteu a mão na bolsa que trazia a tiracolo e voltou-se para ele com uma pistola empunhada com mão firme.
No mesmo instante, percebeu o que destoava:

A bolsa! Esta era nova de excelente pele e, evidentemente, cara.

Atarantado, olhou para o belo rosto da jovem e reconheceu-a imediatamente.

Não teve tempo para expressar a sua surpresa porque o tiro à queima-roupa prostrou-o, morto, no passeio molhado.
Sem se deter um segundo, a jovem apontando a arma à própria cabeça, premiu o gatilho caindo enrodilhada em cima do morto.

Depois...


Quer saber o que aconteceu depois? Quer?


De Lepe 4


Un lepero entra un lunes en una zapatería y después de probarse unos cuantos pares, elige unos italianos muy elegantes. Al entregárselos el empleado le advierte:
- Señor, estos zapatos suelen apretar bastante los cinco primeros días.
- No hay problema, responde, no los voy a usar hasta el próximo domingo

sábado, 21 de julho de 2012

De Lepe 3




AGENDA DE TELEFONOS
¿Por qué los leperos usan solamente la letra 'T' en sus agendas de teléfonos?
- Teléfono de Antonio, teléfono de Luis, teléfono de ... ..

sexta-feira, 20 de julho de 2012

De Lepe 2




CURVA PELIGROSA
Uno de Lepe conducía por un camino secundario, cuando vio un cartel que  decía: 'Curva peligrosa a la izquierda'. Sindudar, viró a la derecha.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

De Lepe 1

Dos leperos se encuentran en un camino. Uno llevaba una bolsa al hombro.
- ¿Qué tienes en la bolsa?, dice el otro.
- Pollos, responde el primero
- Si acierto cuantos llevas ¿puedo quedarme con uno?
- Si aciertas puedes quedarte con los dos.
- Bueno, pues ... ¡cinco!

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Assalto de Carnaval


O Meireles estava como um sino. Finalmente, como que por magia, a sua vida dera uma volta. E das grandes!
Olhava os montes de notas bem arrumadinhos em cima da cama. Notas de 100, 50 e 20 Euros porque as de 10 e de 5 nem se dera ao trabalho de as arrumar. Estavam a monte…

Deveria ter ali uns largos milhares de Euros.

Ainda mal refeito da confusão da tarde recostou-se nas almofadas da cama. Olhou em volta como que pela última vez para o pobre mobiliário do quarto alugado na pensão rasca.

Sim... seria a última vez!. Tudo ia mudar, de vagar, com cuidado para não dar nas vistas...

Ligou o pequeno aparelho de televisão. Queria ver-se no noticiário.

Foi logo a notícia de abertura: assalto a posto de venda de combustível e o entrevistado era ele...

"Estamos aqui com um dos funcionários desta firma que foi o principal interveniente no assalto desta manhã. Como se chama?"

"Meireles... quer dizer... Agapito Figueira, mas toda a gente me conhece por Meireles"

O locutor não 'ligou meia' à incongruência e prosseguiu:

"Ora conte lá o que se passou"

"Mais ou menos ao meio-dia, como é costume, fui ao escritório buscar o saco com o dinheiro para ir depositar no banco.
Quando voltei o meu colega Gomes - o nome dele é Alberto
to Barata mas toda a gente o trata por Gomes - pois o Gomes pediu-me para ficar ali um bocadito ao balcão enquanto ele ia verter águas. Como somos colegas e devemos ser uns para os outros ali fiquei. Passado um segundo entra um gajo com um nariz, bigode e uns óculos destes que se usam no carnaval, saca de um pistolão de todo o tamanho e mandou-me dar-lhe o dinheiro todo.
Já se sabe... foi o que fiz... dei-lhe a massa que estava nas caixas registadoras e mais o saco.
Tão depressa como entrou assim saíu."

"E o Meireles o que é que fez depois?"

"Desatei aos berros... pois claro até aparecer toda a gente... os colegas o chefe do escritório que telefonou logo para a policia."

"Sabe ou calcula quanto dinheiro rendeu o assalto"?

"Isso não faço ideia nenhuma. O que estava nas caixas era do apuro da manhã... já o que estava no saco era o apuro de todo o fim-de-semana, quer dizer, desde Quinta-feira ao meio dia, Sexta que foi feriado, Sábado, Domingo e até às oito horas de hoje."

E o locutor: "Então deveria ser uma boa quantia... Não faz ideia quanto?"

O resto já não interessava para nada, era a conversa do costume que a judiciária estava a investigar etc., etc.

O Meireles repetira mais ou menos a mesma história à polícia, aos patrões... a todos.

Fora de uma esperteza incrível. Tivera tempo de atirar o saco do dinheiro para dentro do contentor do lixo. O assaltante não dera por nada. Depois fora só esperar que o patrão,, com pena do estado de lamentável nervosismo em que se encontrava, o mandasse embora para, prestando um último serviço, levar o contentor do lixo para o exterior para o despejar no contentor principal não sem antes retirar o saco com o dinheiro.

E, agora... ali estava à sua frente. Fora limpinho nunca alguém suspeitaria o quer que fosse.

Uma pancada na porta do quarto interrompeu os seus pensamentos.

"Senhor Meireles... está lá em baixo um senhor que diz ser da televisão que quer falar consigo... diz que a conversa lhe vai interessar. O que digo?"
Essa agora! O que é que o tipo poderia querer? Mas como estava em 'maré' de sorte só podia ser coisa boa, por isso respondeu à dona da pensão:

"Olhe Dona Arminda - por acaso, a mulher, chamava-se mesmo Arminda - espere uns cinco minutos e depois diga ao homem para subir."

Ouvindo-a a descer a escada apressou-se a esconder a dinheirama dentro da cama, puxou os cobertores e a colcha e ficou à espera.

Ao primeiro toque abriu a porta a um  sujeito que vestia uma gabardina e sobraçava uma pasta.

'Se calhar é um contrato, pensou'

"Estou a falar com o senhor Meireles o herói do assalto desta manhã, não é verdade?" sem esperar pela resposta continuou: "estive a ver e a ouvir as suas declarações à reportagem da televisão e devo dizer-lhe que fiquei encantado com o seu à-vontade. O amigo Meireles nasceu para a televisão, sabe?

O Meireles fez um sorriso de orelha a orelha mas, antes de dizer o quer que fosse, o outro continuou:
“Tenho uma perguntinha a fazer… mas... antes, deixe-me tirar aqui uma coisa e, abrindo a pasta retirou

Quer saber o que è sujeito tirou da pasta... Quer



There's no place like Africa 22


quarta-feira, 4 de julho de 2012

Até que enfim!!!


Finalmente está provada a roubalheira e incriminados os seus protagonistas, Armando Vara e Manuel Godinho.

Depois de confessar que recebia robalos de Godinho Vara admitiu que também lhe ofereceu alheiras.

Foi o suficiente para o juiz encontrar a chave para este caso:



There's no place like Africa 14