Coisas simples, de importância e interesse muito, muito relativos mas boas para "descomprimir".

Coisas de interesse muito relativo, que vou escrevendo,



sábado, 30 de junho de 2012

Corrupto


O senhor doutor estava metido numa alhada de todo o tamanho...

Tinha sido descoberto!

A partir de agora era uma questão de tempo até ser formalizada queixa na judiciária, os interrogatórios, a prisão preventiva até ao julgamento. Quer dizer... O julgamento propriamente dito porque assim que os media soubessem do assunto começaria o Julho na praça pública.
Sentado no confortável sofá em frente da lareira acesa - não obstante ser pleno Agosto a governanta tinha instruções muito concretas acerca da lareira e a respeito de outras coisas que não abdicava e que, pensava, faziam a diferença entre o homem rico... Riquíssimo que, agora, era e pobretanas que em tempos fora - e beberricou um pouco do Kruger Brut [1] que borbulhava na flute [2] pensando nas voltas que a vida poderia dar.

Ao mesmo tempo considerava o irónico da situação: ele próprio um acérrimo defensor da seriedade nos negócios - até engendrara uma lei contra o enriquecimento ilícito - transformara-se num corrupto sem limites amealhando uma fortuna descomunal. Pois... A tal lei era destinada aos corruptos burros...
Mas ele, com a sua inteligência fulgurante estava, obviamente, ao abrigo de tais aborrecimentos.
E, claro, o que o mantinha muito bem-disposto era o facto de aquelas situações atrás descritas, os interrogatórios, a prisão, os julgamentos, não terem qualquer possibilidade de se verificarem.

Bem... o julgamento popular seguramente viria a acontecer mas, isso, não lhe faria a menor mossa lá no 'retiro' dourado para onde partiria ainda esta mesma noite. Já tratara de tudo e o 'charter' estaria a postos para o levar.
Tinha tudo preparado e previsto para a possibilidade, mesmo remota como então se lhe apresentava, de vir a ser necessário recorrer a medida tão drástica. Ninguém podia suspeitar de nada por isso não levaria nem mala nem pasta com documentos, nem, sequer, telemóvel...

Aliás, lá, para onde ia nada disso lhe faria qualquer falta já que não iria, só, mudar de resistência e de país mas também, iniciar uma nova vida no verdadeiro significado da palavra, ou seja um novo homem com uma nova identidade cuidadosamente forjada por um dos melhores peritos no ofício. Aliás, a coisa tinha ficado de borla, pois quando recebera os documentos com a sua nova identidade apressara-se a, como íntegro defensor da legalidade, a denunciar o Marco Aurélio que tendo sido imediatamente hospedado por conta do Estado numa prisão de alta segurança e, sendo assim, sentiu-se dispensado de proceder ao pagamento combinado.

Pôr a cabeleira e bigode falsos guardados no cofre do quarto não demorou que escassos minutos. Mais algum tempo para colocar as lentes de contacto que transformaram as azeitonas dos olhos nuns enormes iris de um inocente azul-bebé e considerou-se pronto.
O elevador levou-o directamente à garagem onde entrou num conspícuo Fiat com alguns vinte anos não deitando um olhar sequer ao reluzente Jaguar que, toda a gente sabia, era o carro do senhor doutor.

No aeroporto dirigiu-se calmamente à sala de embarque dos charters. O solícito funcionário que o atendeu, tendo recebido os documentos, pediu um momento e retirou-se por uma porta lateral.
Estranhando a demora ia a tocar a campainha em cima do balcão quando dois pares de mãos fortes o agarraram firmemente dobrando-lhe os braços para trás das costas.

Uma voz sussurrou-lhe ao ouvido:

Estás preso!

O funcionário regressou finalmente e, sem mais, entregou-lhe uma folha de papel com algo escrito.

Querem saber o que estava escrito no papel?



quarta-feira, 20 de junho de 2012

Batota

Estava tão absorto na jogada que nem reparava no sujeito que o mirava com insistência já há longos minutos.


O suor tinha posto largas manchas amarelas debaixo das axilas e o resto da indumentária, enxovalhada e em desalinho juntamente com as olheiras profundas e a barba a despontar demonstravam inequivocamente uma noite em claro, agitada e inquieta.
Realmente sentara-se à mesa de jogo ainda não eram onze da noite e, agora, a crua claridade do amanhecer entrava pelas frestas das persianas mal fechadas.
O ambiente era pesado com aquele cheiro rançoso de tabaco e cerveja consumidos em excesso num ambiente fechado e pouco arejado.

Américo contou pela enésima vez as pilhas de vinte fichas cuidadosamente alinhadas à sua frente. Sabia muito bem quanto aquilo tudo somava, daí que o suor fosse cada vez mais abundante. Tratava-se de uma quantia enorme que nunca sequer se atrevera a sonhar vir a ter à sua frente.
Como fora possível? Bem... uma noite inteira a ganhar, jogada após jogada, sem um intervalo, uma hesitação como se possuísse uma estranha certeza das cartas dos adversários.

Agora levantava-se uma questão: como parar?
Normalmente levantar-se-ia da mesa e... pronto, mas naquelas circunstâncias não sabia qual a reacção da 'casa' e dos outros parceiros a perder tão largas somas.

Foi então que levantando os olhos viu o tipo.

Tinha um ar simpático, com um bigodinho à Clark Gable a fumar por uma boquilha comprida.
Percebeu que o olhava com atenção e que lhe fazia um discreto sinal com os olhos.
Ficou intrigado com o desconhecido mas como precisava de ir à casa de banho informou o chefe de mesa e, deitando um último olhar às fichas levantou-se dirigindo-se à porta dos WC.
A porta não chegou a fechar-se nas suas costas porque o desconhecido entrou logo atrás dele.
Fez o que tinha a fazer e dirigiu-se ao lavatório para lavar as mãos.

A seu lado o sujeito dirigiu-lhe a palavra.
"Boa noite! Tenho estado a acompanhar o seu jogo já há bastante tempo e devo dizer-lhe que nunca vi nada assim e, acredite, já observei muitos milhares de jogos e jogadores na minha vida."

Augusto não sabia o que responder, aliás, o outro prosseguiu...

"Deixe que me apresente, sou João Fernandes e a minha ocupação habitual é detectar 'espertos' e 'habilidosos' nas salas de jogo. Acredite que tenho bastante trabalho e sou muitíssimo competente, por isso sou muito bem pago pelos salões de jogos tanto legais como clandestinos. Sabe… há sempre uns fulanos que se julgam capazes de enganar os sistemas de segurança e, alguns até o conseguem mas só até aparecer aqui o João Fernandes. A partir daí... meu amigo, acabou-se. E, sabe, esse sujeito nunca mais na vida volta a entrar num casino, numa sala de jogo... nunca mais."

Augusto lá conseguiu articular:

"Pois... Está muito bem. Mas o que é que eu tenho a ver com isso?"

O outro retorquiu:

"Nada estou só a explicar… compreende, que tenho a certeza que o meu amigo não passa de um sujeito numa noite de sorte incrível. Mais... ninguém o conhece ou sabe quem é, donde vem e o que faz, um perfeito desconhecido. Portanto, repito, tenho a certeza que o senhor não passa disso que afirmei: um sujeito numa noite de sorte incrível!
Augusto não tinha nada a dizer, por isso não disse nada. Quando já com a mão na porta se preparava para sair, ficou gelado quando ouviu o outro dizer:

Quer saber o que o outro disse?



terça-feira, 12 de junho de 2012

Crise

Esta noite, entrou-me um ladrão em casa, à procura de dinheiro.


Levantei-me da cama e pusemo-nos à procura os dois...

segunda-feira, 11 de junho de 2012

There's no place like Africa 19


Dear Mum and Dad

  

You'll be happy to hear that I have left my Muslim boyfriend.

I know you both didn't approve of him because of his race
and the fact that he was 20 years older than me.

I have found, as you suggested, a nice white English boy the same
age as me, while touring in Germany . He has changed my life.

Attached is a recent photo of the two of us.

He's looking forward to meeting you both.

Your loving daughter  

Martine  

  
  

domingo, 10 de junho de 2012

Capitão Soeiro


O capitão Soeiro estava furioso, capaz de partir qualquer coisa.
A ordem que o tenente-coronel acabara de lhe dar era de tal forma humilhante que nem a um 'raso' quanto mais a um oficial da sua patente e folha de serviços.
Fechara-se na exígua sentina [1] propositadamente para evitar que a sua fúria extravasasse para um disparate qualquer com consequências imprevisíveis.

Da última vez que se deixara levar pelo seu irascível feitio, o furriel Soares ficara com cinco dentes partidos, um dos dois olhos completamente fechado e o outro quase, dois dos cinco dedos da mão esquerda a requerer a intervenção de um ortopedista genial... enfim... uma desgraça de furriel.

A coisa chegara aos ouvidos do general que se dispusera a aplicar-lhe um castigo exemplar.
Valera-lhe, na altura, o facto de o general ser seu primo próximo pelo lado de um tio afastado e tudo ficara por uma promoção a sargento do furriel entretanto enviado de avião para um hospital militar na Alemanha onde o tinham posto como novo. Quer dizer... novo propriamente dito... talvez não porque os dedos ficaram assim um bocado coiso.

O agora sargento Soares fora colocado na Direcção Geral da Arma de Artilharia numa Repartição de Solípedes que era algo muito interessante já que como as únicas cavalgaduras [2] existentes no Exército pertenciam à nobre Arma de Cavalaria pelo que, o agora sargento Soares, não tinha absolutamente nada para fazer. Esta particularíssima situação era sumamente conveniente para o agora sargento Soares que assentara praça exactamente com o superior objectivo de fazer o mínimo possível pelo, esta sinecura, ultrapassava larguissimamente os seus sonhos mais ambiciosos.

O capitão Soeiro seguira a sua vida sem mais complicações de maior a não ser o episódio um bocado aborrecido de a Justina ter pedido o divórcio invocando motivos de violência familiar o que o Meritíssimo que apreciara o caso decretou sem demora baseado, pasme-se! - numas declarações de vizinhos testemunhas das frequentes cenas de pancadaria no doce recato do lar, isto, diga-se, nas generalidades, porque o que mais teria contribuído para a sua douta apreciação talvez tivesse sido a constatação dos apreciáveis inchaços que a Justina exibia nas duas vistas.
A Justina declarara enfaticamente, que tinha sido justa a decisão, o Soeiro… não.
Com tudo isto tinham passado uns largos minutos e o capitão estava agora muito mais calmo e, por isso, resolveu-se a sair da latrina.
Cá fora, ao Sol da parada do quartel, o alferes Malheiro, dono de várias ruas pelo País fora, e que o conhecia muito bem desde que fora sua testemunha justamente no caso com a Justina, perguntou-lhe:

"Eh pá! Então saíste do gabinete do Tenente-Coronel e foste enfiar-te na latrina! Mas que ordem é que ele te deu pá?"

E o Soeiro...

Quer mesmo saber qual foi a ordem que o Soeiro recebeu?
Quer? Então...


quarta-feira, 6 de junho de 2012

O que são as agências de rating


Todos os dias o Miguel, filho do dono da mercearia, rouba pastilhas elásticas ao pai para as vender aos colegas na escola. Os colegas, cujos pais só lhes dão dinheiro para uma pastilha, não resistem e começam a consumir em média cinco pastilhas diárias, pagando uma e ficando a dever quatro.
Até que um dia já todos devem bastante dinheiro ao Miguel, por isso ele conversa com o Cabeças, - alcunha do matulão lá escola, um gajo que já chumbou quatro vezes - e nomeia-o a sua agência de rating. Basicamente, cada vez que um miúdo quer ficar a dever mais uma pastilha ao Miguel, é o Cabeças que dá o aval, classificando a capacidade financeira de cada um dos putos com "A+", "A", "A-", "B"... e por aí fora.
A Ritinha já está com uma dívida muito grande e um peso na consciência ainda maior, por isso acaba por confessar aos pais que tem consumido mais pastilhas do que devia. Os pais ao perceberem que a Ritinha está endividada, estabelecem um plano de ajuda para que ela possa saldar a sua dívida, aumentando-lhe a semanada mas obrigando-a a prometer que não gasta mais enquanto não pagar a dívida contraída.
O Cabeças quando descobre isto, desce imediatamente o rating da Ritinha junto do Miguel que, por sua vez, passa a vender-lhe cada pastilha pelo dobro do preço. A Ritinha prolonga o pagamento da sua dívida e o Miguel divide o lucro daí obtido com o Cabeças que, como é o mais forte, é respeitado por todos.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Preciosas instruções



Numa embalagem de sabonete Dove:
"Indicações: utilizar como sabonete normal"
(Boa! Cabe a cada um imaginar para que serve um sabonete anormal!)



Em algumas refeições congeladas de Iglo:
"Sugestão de apresentação: Descongelar"
(É só sugestão! Agora façam dela o que quiserem!)



Na sobremesa Tiramisu, da Tesco, lê-se na parte de baixo da embalagem:
"Não inverter a embalagem"
(UUUPS...!)



No pudim da marca Minipreço:
"Atenção: o pudim estará quente depois de aquecido"
(Onde estariamos nós sem os senhores do Minipreço para nos guiarem)



Numa embalagem de tábua de engomar da Rowenta:
"Não engomar a roupa no corpo."
(Sim, há gente pra tudo)



Num medicamento da Boots para o catarro infantil:
"Não conduza automóveis nem maneje maquinaria pesada depois de tomar este medicamento"
(Andamos a ler muito "Os Cinco", o "Clube das Chaves", "Uma Aventura...", não andamos?)



Nas pastilhas para dormir da Nytol:
"Advertência: pode causar sonolência!"
(Pode, não... deve!)



Numa embalagem de luzes de Natal:
"Usar apenas no interior ou no exterior"
(Eu agradecia imenso que alguém me dissesse qual seria a terceira opção)



Nos pacotes de amendoins da Matutano:
"Aviso: contém amendoins"
(Que raio de mania de estragarem as surpresas!)



Numa embalagem de serra eléctrica da marca sueca Husqvarna:
"Não tente deter a serra com as mãos ou os genitais"
(Definitivamente, coisas estranhas acontecem na Suécia)



No iPod Shuffle, da Apple:
"Não comer"
(Oh! Agora faço o quê com isto?)



Nos pacote de nozes para os passageiros na American Airlines:
"Instruções: abra o pacote, coma as nozes"
(E arrotar depois, será que posso? Agora não sei ...)

domingo, 3 de junho de 2012

Este é o meu médico PREDILECTO...!


Dr. Paulo Ubiratan, de Porto Alegre, RS, em entrevista a uma TV local, foi questionado sobre vários conselhos que sempre nos são dados... 

Pergunta: Exercícios cardiovasculares prolongam a vida, é verdade? 
Resposta: O seu coração foi feito para bater por uma quantidade de vezes e só... não desperdice essas batidas em exercícios. Tudo se gasta eventualmente. Acelerar seu coração não vai fazer você viver mais: isso é como dizer que você pode prolongar a vida do seu carro dirigindo mais depressa. Quer viver mais? Tire uma soneca !!!

P: Devo cortar a carne vermelha e comer mais frutas e vegetais? 
R: Você precisa entender a logística da eficiência... O que a vaca come? Feno e milho. O que é isso? Vegetal. Então um bife nada mais é do que um mecanismo eficiente de colocar vegetais no seu sistema. Precisa de grãos? Coma frango.

P: Devo reduzir o consumo de álcool? 
R: De jeito nenhum. Vinho é feito de fruta. Brandy é um vinho destilado, o que significa que, eles tiram a água da fruta de modo que você tire maior proveito dela. Cerveja também é feita de grãos. Pode entornar!

P: Quais são as vantagens de um programa regular de exercícios? 
R: Minha filosofia é: Se não tem dor... tá bom!

P: Frituras são prejudiciais? 
R: VOCÊ NÃO ME ESTÁ ESCUTANDO!!!... Hoje em dia a comida é frita em óleo vegetal. Na verdade ficam impregnadas de óleo vegetal. Como pode mais vegetal ser prejudicial para você?

P: Flexões ajudam a reduzir a gordura? 
R: Absolutamente não! Exercitar um músculo faz apenas com que ele aumente de tamanho.

P: Chocolate faz mal? 
R: Tá maluco? !!!! Cacau!!!! Outro vegetal! É uma comida boa para se ficar feliz !!!

E lembre-se:
A vida não deve ser uma viagem para o túmulo, com a intenção de chegar lá são e salvo, com um corpo atraente e bem preservado. Melhor enfiar o pé na jaca - Cerveja em uma mão, tira gosto na outra -  e um corpo completamente gasto, totalmente usado, gritando: VALEU !!! QUE VIAGEM!!! 

PS - SE CAMINHAR FOSSE SAUDÁVEL O CARTEIRO SERIA IMORTAL...!
 
BALEIA NADA O DIA INTEIRO, SÓ COME PEIXE, SÓ BEBE ÁGUA E É GORDA....! 


LEMBRANDO:
COELHO CORRE, PULA E VIVE 15 ANOS, TARTARUGA NÃO CORRENÃO FAZ NADA E VIVE 450 ANOS!!!

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Guerra entre judeus e árabes: como começou


O JUDEU E O ÁRABE
O árabe vai à loja do judeu para comprar sutiãs pretos.
O judeu, pressentindo bons negócios, diz que são raros e poucos e os vende por 40 euros cada um.
O árabe compra 6 e volta alguns dias depois querendo mais duas dúzias.
O judeu diz que as peças vão ficando cada vez mais raras e as vende por 50 euros a unidade.
Um mês mais tarde, o árabe compra o que resta por 75 euros cada.
O judeu, encucado, lhe pergunta o que faz com tantos sutiãs pretos.
Diz o árabe:

- Corto o sutiã em dois, faço dois chapeuzinhos e os vendo para os judeus por 100 euros cada.

FOI AÍ QUE A GUERRA COMEÇOU...