Coisas simples, de importância e interesse muito, muito relativos mas boas para "descomprimir".

Coisas de interesse muito relativo, que vou escrevendo,



terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Escola Angolana

Numa escola em Angola, a professora pergunta a um aluno:
      - Marreta, diga aí um verbo.
      - Bicicreta.
      - Não é bicicreta, seu matumbo. É bicicleta! E bicicleta não é verbo.

Depois, perguntou ao segundo aluno:
      - Marcolino, diga aí um verbo.
      - Prástico.
      - Não é prástico seu tanso. É plástico! E plástico não é verbo.

A professora, desesperada, perguntou ao terceiro aluno:
      - Bastião, diga aí um verbo.
      - Hospedar.
      - Muito bem! Agora diga uma frase com o verbo que você escolheu.
      - Hospedar da bicicreta são de prástico!..

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Porque o juiz deve ouvir as duas partes:

 - Seu Zé, mineirinho, pensou bem e decidiu que os ferimentos que sofreu num acidente de trânsito eram sérios o suficiente para levar o dono do outro carro ao tribunal. No tribunal, o advogado do réu começou a inquirir seu Zé:
O Senhor não disse na hora do acidente 'Estou ótimo'?

E seu Zé responde:

 - Bão, vô ti contá o que aconteceu. Eu tinha acabado di colocá minha mula favorita na caminhonete...
 - Eu não pedi detalhes! - interrompeu o advogado. - Só responda à pergunta:
O Senhor não disse na cena do acidente: 'Estou ótimo'?
- Bão, eu coloquei a mula na caminhonete e tava descendo a rodovia...

O advogado interrompe novamente e diz:

 - Meritíssimo, estou tentando estabelecer os fatos aqui. Na cena do acidente este homem disse ao patrulheiro rodoviário que estava bem.
Agora, várias semanas após o acidente ele está tentando processar meu cliente, e isso é uma fraude. Por favor, poderia dizer a ele que simplesmente responda à  pergunta.
Mas, a essa altura, o Juiz estava muito interessado na resposta de seu Zé e  disse ao advogado:
- Eu gostaria de ouvir o que ele tem a dizer.

Seu Zé agradeceu ao Juiz e prosseguiu:
 - Como eu tava dizendo, coloquei a mula na caminhonete e tava descendo a Rodovia quando uma picape travessô o sinal vermeio e bateu na minha Caminhonete bem du lado. Eu fui lançado fora do carro prum lado da rodovia  e a mula foi lançada pro outro lado. Eu tava muito ferido e não podia me movê.
Mais eu podia ouvir a mula zurrano e grunhino e, pelo baruio, percebi que o estado dela era muito feio. Em seguida o patrulheiro rodoviário chegou. Ele ouviu a mula gritano e zurrano e foi até onde ela tava.
Depois de dá uma  oiada nela, ele pegou o revorve e atirou 3 vezes bem no meio dos ôio dela.
Depois ele travessô a estrada com a arma na mão, oiô para mim e disse:
 - Sua mula estava muito mal e eu tive que atirar nela. E, como o senhor está se sentindo?

 - Aí eu pensei bem e falei: ... Tô ótimo!

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Sérgio

Sérgio estava com uma tremenda dor de cabeça. Sentado à enorme secretária do seu gabinete de director geral do luxuoso hotel deitava contas à vida.
A situação era grave, aliás, gravíssima: o hotel estava completamente vazio, não havia marcações e os últimos telefonemas para as agências de viagens oferecendo descontos, bónus, promoções não tinham obtido qualquer sucesso.
Um fim-de-semana de Natal, todo um estardalhaço de refeições, bebidas, diversões, artistas contratados tudo para receber e entreter dignamente os hóspedes que se esperava ocupassem os cento e sessenta quartos do "sete estrelas"!

Mas... Nem um!
Aliás um casal de hóspedes chegado essa manhã tinha acabado de se ir embora depois de constatar que não havia outros hóspedes com quem partilhar o fim-de-semana.
Os numerosos empregados olhavam uns para os outros sem ter nada que fazer. Os bufetes das três enormes salas de refeições abarrotavam de iguarias e pratos sofisticados tudo intocado!
Caixas de champanhes caríssimos aguardavam nos frigoríficos serem bebidas em libações entusiasmadas.
As enormes árvores-de-natal pejadas de enfeites piscavam milhares de luzes para os salões vazios.

Um desastre! Um enormíssimo desastre!

Lá fora a noite fria caíra há muito e o pouco trânsito confirmava que, as pessoas já teriam recolhido a suas casas.

“Entre!” Respondeu Sérgio a quem acabara de bater à porta do gabinete.

Cláudio, o seu ajudante entrou a medo perguntando o que fazer.
Olhou para ele como se não o tivesse ouvido.
De repente, levantou-se e disse:

“Vá procurar o motorista do mini bus e volte cá com ele. Rápido!” acrescentou.
Passados uns minutos deu aos dois a seguintes instruções:

“Metam-se no mini bus e vão por essa cidade fora e tragam quem encontrarem: vagabundos, sem-abrigo... Todos!”
Os dois homens, atónitos, ainda esboçaram um argumento mas não lhes deu qualquer hipótese:

“Toca andar... Rápido!”

Nas duas horas a seguir o mini bus fez várias viagens e, de cada vez, largava a sua estranha carga de passageiros. Só quando o número atingiu os cento e quarenta, Sérgio, deu ordem de parar.

A amálgama de gente esperava no grande hall do hotel, olhando uns para os outros num profundo silêncio de surpresa e interrogação.
Subindo para o terceiro degrau da escadaria atapetada de vermelho cor de sangue, Sérgio tomou a palavra:

“Atenção por favor! Este hotel tem o prazer e a honra de convidar todos para um fim-de-semana. Cada um terá o seu próprio quarto. Têm três salas à vossa espera com o jantar servido. Podem, evidentemente, servir-se à discrição.
Amanhã o almoço será igualmente servido. Lá para o meio da tarde o transporte do hotel estará disponível para vos levar de volta aos locais onde vos recolheu.
Apreciem, desfrutem e... Boas Festas a todos!”

O que se passou depois não tem descrição possível e… como não tem… não se tenta fazer.
Só se dirá que contra os que, talvez se pudesse esperar, não houve nem atropelos, exageros ou conflitos. Todos se portaram como se toda a vida não tivessem feito outra coisa e nem o ambiente nem a fartura os impressionassem.
Mais… no dia seguinte depois de um almoço igualmente opíparo todos se despediram sem grandes agradecimentos embora, uma ou outra lágrima brilhasse nos olhos de alguns.
Não houve um único roubo, nenhuma peça de decoração, nem toalhas ou outra coisa qualquer nos quartos faltou!

O que aconteceu, fora do “normal” foi que várias equipas de televisão e de jornalistas compareceram à hora de almoço colhendo imagens, entrevistando pessoas, fazendo abundantes comentários. Nessa noite e nos dias seguintes, as reportagens fizeram parte de todos os noticiários televisivos e dos jornais.
Ah! Um pormenor: Sérgio recusou ser entrevistado e não fez qualquer declaração.

Ao fim da manhã do dia seguinte, recebeu um telefonema urgente da administração central da empresa proprietária do hotel, com sede em Genebra, para se apresentar com urgência.
Sérgio não tinha quaisquer dúvidas sobre o que iria acontecer e, assim, antes de partir para o aeroporto, despediu-se de todos os funcionários do hotel, certo que não voltaria ao seu posto de Director Geral.

Em Genebra o que aconteceu também não é de muito fácil descrição, na enorme sala da Administração, quando Sérgio ali entrou, já estavam reunidos todos os administradores com semblantes que não escondiam enormíssima má disposição.

Quando o Presidente se levantou para começar a falar um secretário dirigiu-se-lhe com um monte de papéis – que se percebeu serem “faxes” dizendo:

“Peço desculpa de interromper mas é absolutamente necessário que Vossa Excelência tome conhecimento destas notícias!”

Surpreendido, o sujeito sentou-se novamente e começou a folhear os “faxes”. A sua expressão foi aumentando de surpresa e, passado algum tempo, pousou a papelada, levantou-se e começou:

“Meu caro Sérgio!” Este levantou a cabeça surpreendido com o afectuoso tratamento, mas não fez qualquer comentário.
“Chamámo-lo aqui para o responsabilizar pelo enormíssimo prejuízo que causou a esta empresa com a sua atitude no passado fim-de-semana. Naturalmente que estava previsto, além da responsabilização e ressarcimento esperado, ser-lhe-ia comunicado formalmente o seu despedimento.
Acontece, porém, que os “faxes” acabados de chegar de quase todos os nossos hotéis espalhados pelo mundo, são extraordinários.”


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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Check-up à psique

Andava sempre muito bem vestido, aliás, impecavelmente vestido.
Normalmente usava fato completo e só muito raramente se atrevia a vestir umas calças e casaco diferentes, e, mesmo assim, teria de ser muito a condizer…
Nunca, em caso algum, prescindia da gravata com o nó feito com extremo rigor.

Hoje… não lhe apetecia vestir-se!

A coisa mais estranha que alguma vez lhe acontecera na vida: olhava para o armário cheio de fatos e não lhe apetecia vestir nenhum!

Sentou-se na cadeira de espaldar alto onde todas as manhãs se sentava enquanto decidia o que vestir – era a cadeira das decisões – e ficou ali, a olhar para os fatos de várias cores e feitios, muito bem alinhados nas cruzetas.

O dia que tinha pela frente não tinha nada de especial, aliás, raramente tinham, pelo que, a sua indecisão, não se devia a nenhuma dificuldade especial na escolha do vestuário, não!

Não lhe apetecia vestir-se e… prontos!

Começou a ficar preocupado com a coisa porque só poderia estar doente e, até, com alguma gravidade!

Levantou-se, foi até ao espelho e olhou o rosto redondo e luzidio, bem barbeado, mirando-se de todos os ângulos possíveis. Puxou as pálpebras para baixo de modo a ver bem os olhos que mostravam o seu aspecto esverdeado normal, de sempre…
Tirou a língua para fora da boca e o resultado foi o mesmo…nada, tudo normal.
Apalpou a testa, tacteou o pulso, enfim, fez um check-up sumário que não traduziu absolutamente nada de anormal com o físico.

Bem… o problema só podia ser psíquico e, aqui, é que as coisas ficavam um bocado mais complicadas porque:

Como é que se faz um check-up sumário à psique?

Começou a pensar que, talvez, fazendo um Sudoku pudesse ficar com uma ideia de como a cabeça estava a funcionar… mas… abandonou logo a ideia que lhe parecia um disparate e, além disso, acabara o último livrinho de Sudokus na noite anterior.

Veio-lhe à ideia de tentar recitar as cinco primeiras estrofes do poema que escrevera na noite anterior, era um excelente exercício de memória…

É claro que nem se lembrou que o poema da noite anterior nem sequer tinha cinco estrofes e que lhe saíra de tal maneira coxo e esdrúxulo que o rasgara em mil pedaços.


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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

BUFO - CORUJÃO - GRÃO DUQUE!

A duração do filme é de menos de 1 minuto. O “mocho grand-duc” vem direito à câmara.
O isco está fixado mesmo sobre a lente. A ave foi fotografada em movimento lento (a 1.000 imagens por segundo). Os dois a três últimos segundos são extraordinários: podem-se ver as asas engrossarem para travar.




quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Salvamento!

O dia estava cinzento e triste. Alguns pingos grossos já tinham caído, em todo o caso não suficientes para molhar a areia.
Em pleno Agosto! Era azar. Mas não quisera saber, estava de férias e, logo, iria para a praia quer chovesse ou fizesse sol. A mulher e os filhos bem lhe disseram que era uma tolice e as pessoas haveriam de pensar que era tolinho… mas, qual quê! Férias eram férias e lá porque o dia estava assim não iria enfiar-se num Centro Comercial como um parolo qualquer, a olhar as montras a fingir que não comprava nada porque já tinha tudo!

Assim, fato de banho vestido e uma camisola fina a cobrir o tronco fora para a praia.

Agora, pensando bem na situação, talvez se achasse um bocado ridículo mas, como não havia por ali vivalma…
Foi até à borda da água e surpreendeu-se com a temperatura: estava quente!
Parece que era sempre assim, nos dias de sol e calor o mar era pouco convidativo com umas ondas sempre bem puxadas e uma frescura, para o seu gosto, demasiada.
Nos dias como o de hoje, era o oposto, uma serenidade de lagoa e uma mornice de caldo.

Não queria saber como iria secar depois, por isso voltou para o lugar onde deixara os pertences, tirou a camisola e preparou-se para ir dar um mergulho e nadar um bom bocado.
Estava nestes preparos quando reparou que, um pouco mais afastado, uma rapariga bem tostada do sol de Agosto se dirigia para o mar. Ficou admirado, afinal de contas não era ele o único a querer gozar a praia independentemente do tempo que fizesse.
Só que, reparando melhor, lhe pareceu que a jovem caminhava para a água como um zombie, assim… mecanicamente, sem uma expressão ou qualquer outro movimento do corpo a não ser o caminhar mecânico e um pouco incerto.

Aquilo fez-lhe impressão e, sem pensar, foi-se aproximando.

O certo é que, a desconhecida, nem se deteve à borda da água… continuou a caminhar, mar dentro, até a água lhe chegar ao pescoço e… continuou até desaparecer.

Esperou uns momentos mas… nada, da rapariga nem sinal.

Num ápice percebeu a que se devia aquele ar de zombie e o caminhar mecânico, estava em presença de um suicídio!
Correndo atirou-se á agua e com duas ou três braçadas vigorosas chegou ao local onde a outra se tinha sumido na água e mergulhou.

Num instante viu-a, inerte, sem fazer um gesto, de olhos fechados a longa cabeleira ondulando ao sabor da corrente.
Passou-lhe o braço direito debaixo dos braços e puxou-a para cima. Como a profundidade era muito pequena conseguiu ficar em pé segurando a rapariga.

Esta, pareceu acordar e, num rompante, deu-lhe uma tremenda estalada que lhe deixou a cara à banda.
Apanhado desprevenido bebeu uns larguíssimos litros de água, quase sufocando.

Recompondo-se com esforço do convulsivo ataque de tosse, viu por entre a névoa das lágrimas que lhe enchiam os olhos, a mulher já na orla correndo praia fora bem viva e ágil.

Quando, mal recuperado ainda, se sentou na areia já ela era apenas um vulto que corria à distância.

Ao fim de alguns minutos levantou-se com uma decisão tomada.


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