Coisas simples, de importância e interesse muito, muito relativos mas boas para "descomprimir".

Coisas de interesse muito relativo, que vou escrevendo,



domingo, 30 de outubro de 2011

Eça: Sempre actual!

1872 Portugal e a Grécia 2011

!!! … 139 anos depois … !!!

Eça de Queirós escreveu em 1872:


"Nós estamos num estado comparável apenas à Grécia: a mesma pobreza, a mesma indignidade política, a mesma trapalhada económica, a mesmo baixeza de carácter, a mesma decadência de espírito. Nos livros estrangeiros, nas revistas quando se fala num país caótico e que pela sua decadência progressiva, poderá vir a ser riscado do mapa da Europa, citam-se em paralelo, a Grécia e Portugal"
in As Farpas

“Em Portugal não há ciência de governar nem há ciência de organizar oposição” “Em Portugal não há ciência de governar nem há ciência de organizar oposição. Falta igualmente a aptidão, e o engenho, e o bom senso, e a moralidade, nestes dois factos que constituem o movimento político das nações. A ciência de governar é neste país uma habilidade, uma rotina de acaso, diversamente influenciada pela paixão, pela inveja, pela intriga, pela vaidade, pela frivolidade e pelo interesse. A política é uma arma, em todos os pontos revolta pelas vontades contraditórias; ali dominam as más paixões; ali luta-se pela avidez do ganho ou pelo gozo da vaidade; ali há a postergação dos princípios e o desprezo dos sentimentos; ali há a abdicação de tudo o que o homem tem na alma de nobre, de generoso, de grande, de racional e de justo; em volta daquela arena enxameiam os aventureiros inteligentes, os grandes vaidosos, os especuladores ásperos; há a tristeza e a miséria; dentro há a corrupção, o patrono, o privilégio. A refrega é dura; combate-se, atraiçoa-se, brada-se, foge-se, destrói-se, corrompe-se. Todos os desperdícios, todas as violências, todas as indignidades se entrechocam ali com dor e com raiva. À escalada sobem todos os homens inteligentes, nervosos, ambiciosos (...) todos querem penetrar na arena, ambiciosos dos espectáculos cortesãos, ávidos de consideração e de dinheiro, insaciáveis dos gozos da vaidade.” 
in 'Distrito de Évora” (1867)

Portugal e a crise “Que fazer? Que esperar? Portugal tem atravessado crises igualmente más: - mas nelas nunca nos faltaram nem homens de valor e carácter, nem dinheiro ou crédito. Hoje crédito não temos, dinheiro também não - pelo menos o Estado não tem: - e homens não os há, ou os raros que há são postos na sombra pela política. De sorte que esta crise me parece a pior - e sem cura.” 
in “Correspondência” (1891)

“ … somos um povo sem poderes iniciadores, bons para ser tutelados … “ “Diz-se geralmente que, em Portugal, o público tem ideia de que o Governo deve fazer tudo, pensar em tudo, iniciar tudo: tira-se daqui a conclusão que somos um povo sem poderes iniciadores, bons para ser tutelados, indignos de uma larga liberdade, e inaptos para a independência. A nossa pobreza relativa é atribuída a este hábito político e social de depender para tudo do Governo, e de volver constantemente as mãos e os olhos para ele como para uma Providência sempre presente.” 
In “Citações e Pensamentos” 

sábado, 29 de outubro de 2011

O que é ALFISINA ?

Antes de ler, reflicta um pouco, pense: o que será alfisina? Um remédio? Uma marca de sapato? Um batom? o que será alfisina?

  
Você sabe o que é ALFISINA?
Não sabe o que é ALFISINA? 
Então, é tempo de aprender, porque sempre pode precisar. 
                                                   DESCE 

VAI MAIS...



MAIS UM POUCO 

    DESCE MAIS... 



                                                 AQUI ESTÁ!


sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Mau dormir!!!

Recentemente o presidente da Câmara de Oeiras, Isaltino Morais,  queixou-se de um problema sério na coluna e, após uma pesquisa detalhada sobre quais os motivos, o médico descobriu que o problema era o colchão, que não estava na posição adequada !!!


quinta-feira, 27 de outubro de 2011

ESCANDALOSO!!!

 PRIVILÉGIOS NAS EMPRESAS PÚBLICAS DE
TRANSPORTES.

VEJAM SÓ ESTA ESCANDALEIRA...


É O CÚMULO E NINGUÉM, A NÃO SER OS INTERESSADOS, SABIA...

Durante muito tempo todos censuravam os "pseudo-privilégios" da Função Pública
e a "gasolina barata" dos militares

Vejam aqui o que são, na realidade, os privilégios de classe e quem  deles usufruía.

Tratam-se  de empresas públicas com muitos milhões de prejuízos
acumulados, e / ou insolventes.

Aceda ao vídeo em:
http://www.tvi24.iol.pt/videos/video/13496446/1

Atendimento escolar


terça-feira, 25 de outubro de 2011

CSI - LEIRIA

Debruçado sobre o corpo, Matias Augusto tentava perceber sinais que indicassem qualquer coisa mais que o que era evidente: a morte ocorrera por manifesta falha do sistema respiratório. Os olhos esbugalhados, a boca aberta num esgar era o que indicava.
Anotou mais qualquer coisa na agenda e passou ao segundo corpo. Os sinais eram os mesmos. Se bem que muito jovem, este, apresentava evidências de má nutrição e, claro, o mesmo aspecto que os outros dez. Concluiu que, a morte, ocorrera de forma semelhante.

Ergueu-se com cuidado tentando não escorregar na lamacenta margem do rio. Em cima da ponte, mirones comentavam a mortandade. Um homem de alguma idade, com um chapéu castanho na cabeça, disse que, lá para cima, a cerca de um quilómetro, parecia haver mais uns quantos cadáveres.

Matias, mandou um assistente entrevistar o mirone para saber mais sobre ao assunto. Aquele era o seu primeiro caso na cidade e não queria deixar de aproveitar o ensejo que se lhe proporcionava para aplicar todos os seus conhecimentos adquiridos em anos de estudo que tinham terminado na licenciatura recente.

Sentira-se um pouco frustrado por ser colocado numa cidade que, embora capital de distrito, era uma cidade de província. Sonhara com um trabalho importante, rodeado de aparato, os meios de comunicação, as televisões, entrevistas… enfim, todo um circo que, na sua cabeça, deveria ser a sua vida de investigador.
Nos três meses que tinham decorrido desde que chegara à cidade e assumira funções, não acontecera nada de especial. Meras operações de rotina sem relevo nem história que merecesse ser contada.
Nessa manhã, quando chegara à repartição e o chefe lhe dera conta do que ocorrera destacando-o para conduzir as investigações, sentiu que, finalmente, chegara a sua hora.

Apressara-se a enviar uma equipa de três ajudantes, isolar a área e ficar de guarda impedindo quem quer que fosse de se aproximar do local da ocorrência e tocar no quer que fosse.
Isto, uma das regras básicas de qualquer investigação, era fundamental para poder tirar avaliar a situação e tirar conclusões.
Quantas vezes, segundo os professores insistentemente repetiam, as investigações era definitivamente comprometidas pela intrusão de estranhos no local tornando muitas vezes impraticável qualquer trabalho sério.

Matias Augusto era um homem metódico. Não obstante a sua juventude e vontade de se evidenciar no exercício da sua profissão, mantinha uma regra de observância estrita dos métodos e procedimentos que os livros ensinavam. Com ele, era tudo “segundo o livro” não admitindo nenhum desvio às regras estabelecidas.

Isto, é claro, tornava-o um bocado irritante para os outros, pouco habituados a seguir os cânones, antes se entregando ao improviso que, na maior parte das vezes, conduziam a conclusões apressadas e com escasso fundamento.

Fora por isso, em parte, que recusara liminarmente a sugestão do chefe para que, antes de começar a investigação propriamente dita, tentasse documentar-se sobre eventuais casos semelhantes que poderiam ter ocorrido no passado. Não! Queria começar totalmente liberto de sugestões ou ideias adquiridas.

‘Cada caso é um caso, diria o seu professor, não obstante as aparências poderem apontar para alguma similitude’.

Já tivera oportunidade de dar “uma lição” ao encarregado da equipa de assistentes. O homem, de meia-idade, não percebera a necessidade de isolar cada corpo e de referenciar com todo o pormenor o local e condições em que fora encontrado. Ficara a olhar para ele como se estivesse a dizer algo de absurdo e desnecessário. Depois, com um encolher de ombros, mandou fazer como ele ordenara.

Tudo isto consumiu grande parte da manhã e o seu telemóvel já tocara por duas ou três vezes. Não atendera o chefe que chamava. Também ele, precisava aprender que não se deve perturbar uma investigação em curso.

As anotações enchiam quase metade da agenda e as polaróides tirados de numerosos ângulos e posições enchiam um grosso envelope.

Com um último olhar ao local, Matias descalçou as luvas de borracha que guardou cuidadosamente num saco de plástico que fechou com fita gomada. Tinha a certeza que não se esquecera de nada, que não deixara de anotar nenhum pormenor.

A caminho da repartição pensou, satisfeito, que aquela era, de facto, uma grande oportunidade de pôr em destaque as suas capacidades e técnicas de investigação.
Deu ordens precisas ao encarregado da equipa de como preparar tudo para começar imediatamente. Este ainda argumentou que seria, talvez, melhor deixar para depois de almoço, mas Matias nem o deixou acabar: “Você faça como eu lhe disse e depois... já não preciso mais de si, quer dizer, por enquanto. Pode ir almoçar à vontade.”

Mal podia disfarçar a sua excitação perante a magna tarefa que o aguardava. Uma quantidade de corpos para examinar – um a um – todos os procedimentos periciais, as análises, deduções e, por fim, está bem de ver, um relatório completo, circunstanciado, devidamente apoiado por provas, indícios e evidências.
Imaginava a surpresa do chefe. Tinha certeza que nunca recebera nada semelhante. Depois dos primeiros momentos de estupefacção apressar-se-ia a mandar chamar os jornais da terra as “rádios” enfim, os meios de comunicação social que houvesse na cidade, para dar uma conferência de imprensa.
Seria algo de tumultuoso e solene, ao mesmo tempo. Antecipava a cena em que, o chefe, depois das apresentações iniciais, lhe dava a palavra para ser ele a responder às perguntas dos jornalistas, com toda a segurança e sem titubear.

Antevia as caras de espanto, os olhares de admiração, seria um grande momento. O “seu” momento!

Absorto nestes confortáveis pensamentos, Matias Augusto abriu a porta da grande sala onde se processavam a maior parte dos exames periciais da repartição, dirigiu-se ao cabide donde pendia a sua bata impecavelmente branca, calçou as luvas de borracha, colocou uma máscara sobre a boca e o nariz e, finalmente pronto, dirigiu-se à grande mesa de mármore onde repousavam os corpos dos onze peixes recolhidos na margem lamacenta do rio.

Dez, 2008

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Coca- Cola

Um judeu caminhava pelo deserto, quando encontrou uma garrafa de Coca-Cola.
Ao abrir a tampa - surpresa! - apareceu um génio:
- Olá! Sou o génio de um só desejo, às suas ordens.
E ele diz:
- Então, eu quero a paz no Médio Oriente. Veja esse mapa: que esses países vivam em paz!
O génio olhou bem para o mapa e disse:
- Cai na real amigo! Esses países guerreiam há 5000 anos! E, para falar a verdade, sou bom, mas não o suficiente para isso. Peça outra coisa.
E o homem disse:
- Bom... eu nunca encontrei a mulher ideal. Gostaria de uma mulher que tenha senso de humor, goste de sexo, cozinhar, limpar a casa, não seja ciumenta, fiel, que goste de futebol, que aprecie uma cervejinha, que seja gostosa, bonita, jovem, carinhosa e não seja vidrada em cartões de crédito.
O génio suspirou fundo e disse:

- Deixa eu ver a merda desse mapa de novo!!!

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Poupança!!!

Finalmente o Governo começou a reduzir as despesas do Estado.
                 Estes são os novos cavalos da GNR.



domingo, 16 de outubro de 2011

"GINÁSTICA PARA OS DEDOS CURA DISTÚRBIOS NEUROLÓGICOS".


MUITO SIMPLES, É FANTÁSTICO !
PROCURE NÃO DEIXAR DE FAZER.

CUIDE MELHOR DE SUA SAÚDE......

EXCELENTE EXERCÍCIO !!!

Pesquisadores da Universidade de Princeton, EUA, descobriram que exercitar os dedos cura depressão, stress e outros males ligados ao sistema nervoso central.
A técnica do exercício para os dedos foi aplicada em homens e mulheres, jovens, adultos e na 3ª idade e o o resultado foi surpreendente: 100% de alívio imediato no mal-humor, depressão, desentendimentos familiares etc.
Você, se sofre de algum distúrbio neurológico, ligado principalmente às condições de vida atual, pode - e deve - procurar ajuda na técnica revolucionária.
Na animação abaixo você pode ver como é simples o exercício.


Clicar na imagem


sábado, 15 de outubro de 2011

LUKKY ME

Finalmente conseguira atracar o barco.


Bom… chamar barco a um Super Mariner Eagle Star de 18 metros e mil e quinhentos cavalos de potência era a mesma coisa que chamar “carro” ao Lamborguini Diabolo que tinha na garagem!

Não fora fácil não obstante a panóplia de instrumentos que o “barco” dispunha e que praticamente resolviam qualquer situação, mesmo que fosse a de atracação numa marina repleta de embarcações de todos os tipos.
Evidentemente que para que a coisa funcionasse era preciso saber ler os instrumentos e, sobretudo, saber qual a serventia de cada um e, isso, ele não tinha uma pálida noção.

O “patrão” não obstante os extensos ferimentos que o mantinham numa espécie de torpor comatoso, conseguira com palavras entrecortadas com gemidos, dar-lhe as indicações suficientes para conseguir chegar à entrada da marina. Avisara por rádio o centro de controlo esperava-o um bote de borracha de onde subiu a bordo um piloto que tomou conta do resto.
Atracado o “barco”, desligado motor, deixou-se cair numa das poltronas do deck absolutamente arrasado.

Alagado num suor frio que não tinha nada a ver com a brisa fresca do fim de tarde, sentia um tremor incontrolável que o sacudia dos pés à cabeça.

Enquanto os socorristas que subiam a bordo e colocavam o “patrão” numa maca e o transportavam para a ambulância que esperava na marina, com as luzes azuis girando e piscando atraindo os passeantes como borboletas, o oficial da polícia marítima, na sua farda impecável, esperava pacientemente com um bloco de papel numa mão e uma esferográfica na outra que recuperasse o suficiente para dar início ao inevitável interrogatório.
Outro policial já recolhera os documentos da embarcação e os seus próprios e conferia dados e elementos com os que como era evidente, constavam no PC portátil que outro funcionário da marina transportava consigo.
Consultando o seu bloco o Oficial da Polícia começou:
“A saída da marina está registada às doze e vinte e cinco de ontem. Também consta do registo o abastecimento de 500 litros combustível e a previsão de regresso para as dezassete e trinta.
Esta quantidade de combustível parece exagerada para uma viagem de cinco horas!”
O oficial fitava-o nos olhos à espera de uma explicação.
Sem resposta, continuou:
“A gravação da sua conversa por rádio com centro de controlo diz, e passo a citar: «O arrais sofreu um acidente grave, não sei o que fazer para regressar…» depois segue-se o resto da conversa sobre a localização da embarcação e as instruções para o regresso. Segundo o registo encontrava-se nessa altura a cerca de oitenta e cinco milhas da marina”.

A única resposta que obteve foi um pesado aceno de cabeça confirmando o que dissera.
O oficial mantinha a compostura mas parecia começar a agastar-se com a falta de colaboração.

“Senhor Doutor Amílcar Silva – disse lendo os apontamentos do caderno do outro policial – compreendo que esteja a passar um momento difícil mas é urgente e imperioso saber o que se passou caso haja necessidade de actuação rápida das entidades oficiais; os ferimentos do arrais foram provocados por arma de fogo e há no casco da embarcação sinais evidentes de impactos de projecteis. Isto configura uma situação grave que é urgente esclarecer.”

Outros policiais tinham subido a bordo e era óbvio que procediam a uma revista minuciosa do “barco”. Um deles, um jovem de cabelo rapado, dirigiu-se ao oficial e murmurou ao seu ouvido.
O oficial fez um sinal de assentimento e continuou a dirigir-se-lhe, desta vez com um tom mais autoritário e nada deferente:

“Consta no registo de saída que a deslocação se destinava a pescar, contudo acabei de ser informado que, a bordo, não se encontra um único artefacto de pesca. Como se explica tal coisa?”

Já tinha recuperado um pouco da sua prostração, o tremor já não o sacudia e sentia que lhe voltavam as forças e a calma fria e determinada que o caracterizava. Endireitando-se na poltrona, encarou o oficial e disse:

“Vamos a ver se consigo responder a todas as suas perguntas: Primeiro: Como se explica que tenha saído para a pesca sem equipamento, é simples… um esquecimento que só tarde demais me dei conta;
Segundo: Porque abasteci quinhentos litros de combustível, também é simples… porque era exactamente a quantidade que faltava para o pleno dos tanques do “barco” e nunca saio sem os tanques completamente cheios, nem que seja só para ir almoçar a meia hora de navegação;
Terceiro: Os ferimentos do arrais e os impactos de projecteis… pois, infelizmente, também é fácil de explicar fomos atacados por um outro barco que nos abordou quando já iniciávamos o regresso;
Quarto: A longa demora explica-se porque os bandidos que nos atacaram nos retiveram todo esse tempo em seu poder.”

Mesmo habituado a muitas histórias do mar e dos marinheiros mais estranhos que o sulcam, o oficial não pode deixar de se mostrar surpreso com as respostas e com a frieza que se sentia no tom de voz do homem.

Afastou-se um pouco e começou uma conversa via rádio, obviamente com algum comando superior da Polícia Marítima.

Acabada a conversa, retornou:

“Senhor Doutor: o comando requer a sua presença imediatamente. A embarcação ficará sob a guarda da Polícia e interdita até novas ordens. Queira fazer o favor de me acompanhar”

Olhando para o relógio – o último modelo da ROLEX em ouro maciço, (evidentemente), levantou-se para seguir o policial, só que, ainda um pouco tonto, cambaleou um pouco o que levou o outro a segurá-lo por um braço.

….

O empregado da esplanada sobre a marina continuava a abanar-lhe o braço por isso teve mesmo de acordar.
Estremunhado olhou em volta: a cadeira da esplanada em que estava sentado tinha-se colado às costas suadas, o livro que estivera a ler estava caído no chão. Olhou para o relógio, um SWATCH de quarenta euros e apercebeu-se que deveria ter adormecido há uma hora atrás.
Levantou-se, pagou a “bica”, disse boa-tarde ao empregado e dirigiu-se para o aparcamento onde o esperava o seu “fiel” FIAT UNO que, não obstante os seus quinze anos de trabalho, pegou logo à primeira.
Passada meia hora entrava na modesta pensão onde tinha alugado um quarto.
A dona que ostentava uma boca quase sem dentes, cumprimentou:

“Boa tarde Senhor Freitas, olhe que a continha já está atrasada há uns dias, isto assim não pode ser!”

Vila Moura, Setembro de 2011