Coisas simples, de importância e interesse muito, muito relativos mas boas para "descomprimir".

Coisas de interesse muito relativo, que vou escrevendo,



quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Humor cubano! Estamos quase lá ........ 6

Cuba
La maestra le pregunta a Pepito:

Qué es el Capitalismo?

Es un basurero lleno de carros, juguetes y comida.

Muy bien, Pepito, y el Comunismo?

El mismo basurero, pero vacío..

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Humor cubano! Estamos quase lá ........ 5


Cuba
El inspector de escuelas le pregunta a Pepito:



Quién es tu madre?
La Patria, inspector.

Y tu padre?

Fidel, inspector.

Y tú qué quieres ser Pepito?

Yo...? ¡Huérfano, inspector!

sábado, 24 de dezembro de 2011

Humor cubano! Estamos quase lá ........ 4

Cuba
 EL DÍA SEÑALADO
 
Fidel va a su astrólogo y le pregunta:

Qué día moriré?, a lo que el astrólogo le responde:


Comandante, usted morirá en un día de fiesta nacional. 

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Humor cubano! Estamos quase lá ........ 3

Cuba
 ENTRE LOS DOS
 
Fidel llama a Chávez y le pregunta:


Compañero ¿qué estás haciendo?, a lo que Chávez le responde:


Aquí, compañero, 'Bolivarizando' al pueblo venezolano.


Y tú ¿qué estás haciendo? A lo que Fidel responde:


Yo aquí, 'Marti-rizando' al pueblo Cubano 

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Humor cubano! Estamos quase lá ........2

Letreros en el Parque Zoológico de La Habana:
 
Antes de 1960: FAVOR NO DARLE COMIDA A LOS ANIMALES.


Entre 1960 y 1989: FAVOR NO QUITARLE LA COMIDA A LOS ANIMALES.


Después de 1990: FAVOR NO COMERSE LOS ANIMALES.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Sábado à tarde

Estava ou não estava morto, o sujeito? Caramba. Não que tivesse assim, uma experiência de cadáveres. Não era nenhum 'forensic" como se diz nos filmes. Vendia seguros. Aliás. Tentava vender seguros.

“Você quer fazer um seguro?” Perguntava depois do terceiro whisky.

“Eu? Um seguro de quê?!”

“Bem, sei lá... da casa…”

"Oh homem! Você é tolo ou está com os copos. Então eu não havia de ter a casa no seguro. Caramba!"

Era sempre assim. Tinham tudo. Não havia nada que não tivessem.
E, ele, que não tinha lata para perguntar:

"Você tem seguro contra a estupidez?"

Isso... se houvesse uma apólice que cobrisse esses riscos, estaria rico.
Rico? Riquíssimo, bolas.
Que malta com dinheiro que ele conhecesse - não amigos íntimos, claro, mas primos de primos e amigos de amigos - isso, tinha muitos e poderia fazer negócios do outro mundo porque, pelos vistos, havia estupidez de sobra.

Seria mesmo?

Estúpido era ele, que devia viver à custa das massas do sogro e em vez disso andava armado em parvo a tentar ser o Senhor Coiso Tal.
Isto, claro, sem efeito nenhum, porque todos lhe diziam logo:

“Ah! Você é genro de fulano, não é...?”

E agora? Com aquele gajo ali estendido, com as pernas dobradas debaixo do "Mercedes".
Estaria morto?
Que chatice!

“Vamos mas é chamar a polícia,” disse um sujeito surgido não sabia de onde.

Nem valia a pena, a polícia. O melhor era chamar o sogro.

Chamar não, telefonar a contar a coisa:

“Olhe.... sabe... está aqui um tipo debaixo do carro... não sei como aconteceu... etc., e tal.”

E o outro, é claro, que se fartava de ver os "SOPRANOS" na TV, diria logo:

“Vou mandar aí o Zéquinha!”

Ah, o Zéquinha! Era uma espécie de ... como dizer, “resolve tudo”, tipo: "não se preocupe, deixe isso comigo... vá andando que eu trato do assunto."

Mas qual assunto, porra... não era nenhum cachopo, insistia, sou o Senhor Coiso de Tal. Preciso lá do Zéquinha para alguma coisa.


"Então eu não sei!"


Mas...estava morto, ou não?
Oh, caraças, que raio de problema havia de ter arranjado neste Sábado à tarde!
Nem tinha pensado em esquema nenhum, era só dar uma curva inocente, talvez um copito ali onde ninguém o maçasse muito com aquela costumada:

“A sua garrafa, não é verdade?"

Garrafa! Ele nem um copo, quanto mais uma garrafa... enfim, coisa de gente rica, como o excelentíssimo sogro, que tinha cacau até dizer basta.
Ele ...não, era um teso!
Tinha planta, boa figura, sabia dizer umas coisas, conseguia, ainda, recitar sem se enganar um ou dois poemas do Gedeão e do Régio, o que fazia as delícias do sogro:

“Oh pá! Diz lá aqueles "bersos", canudo!”

E voltado para os amigos brutos como ele:

“Que o meu genro, prontos... não é lá aquelas coisas, mas até que sabe dizer umas lérias, lá isso...”

E ele, às vezes a medo:

“Oh, Senhor Martins! Olhe que...”

“Deixa-te de merdas, gaita... abança e debita, carago!”

Mas, e agora... morto...ou não?

E a diferença, qual seria?
Bem... se estivesse morto, era cá um inquérito daqueles...
Se não estivesse... bem...então ainda podia ser pior:

“Sim, porque você acertou-me com o "Mercedes", carago, aqui... na passadeira... Sim, e agora? O meu fatinho? E esta dor na perna? Hã? Quem paga esta dor na perna?”

Pagar...!
Pois, o problema todo seria sempre o pagar.
Se estivesse morto era pagar à polícia, ao cangalheiro, à família.
Se não estivesse morto era pagar à polícia e pagar ao gajo.

Agarrou no telemóvel e marcou o número do sogro.
Mas logo se arrependeu. Cortou cerce a chamada.
Não, pensou, vou mas é mandar-lhe numa mensagem escrita, assim não me faz perguntas nem me chateia a cabeça.

Senhor Martins:

"Mercedes" com gajo debaixo do pára-choques. Cruzamento da rua Três com a Rua Vinte e Cinco.
Agradeço trate assunto.
Vou para hospital.

Enviar...
OK
Mensagem enviada...
OK

Prontos... pensou vou-me andando e que se lixe a taça.
O Martins que trate do assunto... e toca a andar daqui para fora.

"Mas... Oh cavalheiro,” dizia um dos circunstantes, “oh cavalheiro...” e ele... andando que se faz tarde.

Apanhou logo ali à frente um Táxi e mandou seguir.

“Para onde?”

“Sei lá.. olhe... vá andando, depois logo se vê.”

O taxista olhava pelo retrovisor desconfiado de maneira que, para cortar cerce qualquer conversa que não lhe interessava nem um bocadinho, rapou de vinte Euros e disse-lhe:

“Vá andando, quando acabar... há mais.”

Olha que grandessíssima gaita, chiça! O que eu fui arranjar agora!

A Anabela havia de estar do lado do Martins, do Pai, claro.

“Sim, porque é sempre a mesma coisa! Não sabes o que fazes... e... depois cá está o meu Pai para resolver as coisas.
Se não fosse o dinheiro dele...”

Estava farto... fartíssimo.
Mas que havia de fazer?
Não vendia um seguro!
Bem... isto não era exactamente verdade, até vendia umas coisas, mas os tipos a quem os vendia não pagavam.
Só em apólices... promitentes... tinha uma fortuna... mas, o pior, é que não chegavam nunca a vias de facto.
Passava a vida a atender telefonemas da Companhia a dizer que fulano não pagava os prémios e isto e mais aquilo... um fartote.
O táxi ia rolando, o motorista confortado com os vinte Euros não queria arriscar grande trajecto pelo que resolveu sacar de mais cinquenta:

“Olhe, vá andando para fora da cidade... sei lá... até à Póvoa ou qualquer coisa no género.”

Untuoso, o outro:

“O senhor manda. Olhe que eu estou aqui é para satisfazer os clientes.”

Pois.. com setenta Euros...

Na verdade, ainda passou pelas brasas até que sentiu a viatura parar devagarinho:

“Sim...? Onde estamos?”

“Bem... estamos à porta do Casino, não sei se lhe interessa. O senhor parece precisar de uma distracção...”

Talvez não fosse má ideia de todo.

“Olhe que eu não me demoro, mas você não me lixe, ouviu? Tome lá mais cinquenta Euros e vá aguentando.
Quando lhe parecer que já chega vá chamar-me. Está combinado?”

“Hombre! diz o outro muito galego... usted manda!”

Dali a bocado era uma barulheira surda de fichas a rolar e de "façam o vosso jogo"... "vinte e nove preto" "não sei quantos vermelho" etc., e tal.
Pesquisou os bolsos. Tinha ali uns duzentos Euros.
Que se lixe a taça, vai tudo na terceira dúzia da primeira mesa de roleta que tiver lugar!

E não é que saiu “um granda vinte nove”!
Tinha lá pouco... só cento e cinquenta!
Deixou ficar e pôs mais qualquer coisa no “sete” e, o resto todo no “nove” que é um número do caraças!

Andavam pessoas a sua volta como mosquitos, umas fulanas já um tanto passadas e mais uns "técnicos" que lhe davam uns palpites.
Já tinha uma conta calada. Atordoado, saiu da mesa e foi trocar as fichas.
Faltava pouco para os dez mil Euros.


Pensou:

“Ah Martins do caneco! Sabes lá tu ganhar dinheiro meu nabo!”

Pediu um café e andou de um lado para o outro a cheirar o ar, sem saber o que fazer.

Bem, vou-me embora que isto já chega, pensou.

Quer mesmo conhecer o final deste extraordinário "thriller"? Então:

domingo, 18 de dezembro de 2011

Humor cubano! Estamos quase lá ........ 1

Cuba
Un turista canadiense pregunta en una tienda de música, en La Habana:
- Tiene la canción MORIR DE AMOR, por las Hermanas Fabrisa, en 45 revoluciones?
- No, pero tenemos MORIR DE HAMBRE, por los Hermanos Castro, en  una sola revolución. 

sábado, 17 de dezembro de 2011

Economia moderna

Isto é economia actual!!!
Numa pequena vila e estância na costa sul da França, chove, e nada de especial acontece.
A crise sente-se. Toda a gente deve a toda a gente,  carregada de dívidas.

Subitamente, um rico turista russo, chega ao foyer do pequeno hotel local.   Pede um quarto e coloca uma nota de 100€ sobre o balcão, pede uma chave de quarto e sobe ao 3º andar para inspeccionar o quarto que lhe indicaram, na condição de desistir se lhe não agradar.
O dono do hotel pega na nota de €100 e corre ao fornecedor de carne a quem deve 100€, o talhante pega no dinheiro e corre ao fornecedor de leitões a pagar 100€ que devia há algum tempo, este por sua vez corre ao criador de gado que lhe vendera a carne e este por sua vez corre a entregar os 100€ a uma prostituta que lhe cedera serviços a crédito.   Esta recebe os 100€ e corre ao hotel a quem devia 100€ pela utilização casual de quartos à hora para atender clientes.

Neste momento o russo rico desce à recepção e informa o dono do hotel que o quarto proposto não lhe agrada, pretende desistir e pede a devolução dos 100€.  
Recebe o dinheiro e sai.
Não houve neste movimento de dinheiro qualquer lucro ou valor acrescido.

Contudo, todos liquidaram as suas dívidas e este
s elementos da pequena vila costeira encaram agora optimisticamente o futuro.
Dá que pensar....

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Tecnologia

A moderna tecnologia tem destas coisas !. Agora até se pode limpar e calibrar o rato desta forma !. O que virá a seguir ?

Este método é excelente para recalibrar o rato que por vezes com a sujidade perde as definições originais... 
 pressiona e segura o botão esquerdo em cima da lua e depois arrasta até ao sorriso...  
Se não funcionar tens que limpar a bola do rato! 

ZDeixa a merda dos mails e vai trabalharJ

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Futebol

Um grupo de anões resolve jogar futebol no Domingo e alugam um campo.
Formadas as equipas, cada um pega no seu equipamento, quando reparam que o campo de futebol não tem balneário.
Resolvem então perguntar ao dono de uma tasca ao lado se podem utilizar a casa de banho para trocar de roupa.
O dono diz que não há problema nenhum, e lá vão eles. Entram todos na tasca, vão até à casa de banho, vestem-se e começam a sair da casa de banho.
Um bêbedo, que estava sentado ao balcão, vê passar por ele a equipa de azul. Estranha, mas continua a beber.
Quando, ao fim de pouco tempo, vê passar a equipa de vermelho, vira-se para o dono do bar e diz:

- Eu não me quero meter... mas olha que os teus matraquilhos estão a dar à sola...

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

O FEIJÃO

Um homem tinha verdadeira paixão por feijão, mas  provocava-lhe muitos gases, criando situações embaraçosas.  
Um dia conheceu uma garota e apaixonou-se.
Mas pensou:
Ela nunca vai se casar comigo se eu continuar deste jeito.
'Então fez um sacrifí­cio enorme e deixou de comer feijão.
Pouco depois casaram-se.
Passados alguns meses, quando voltava para casa,  o carro avariou.
Ele telefonou para a Mulher e avisou que ia chegar mais tarde, pois voltaria a pé.
No caminho de volta para casa, passou por um restaurante e o aroma maravilhoso do feijão atingiu-o em cheio.
Como ainda estava distante de casa, pensou que qualquer efeito negativo passaria antes de chegar.
Então entrou e comeu três pratos fundos de feijão.
Durante todo o caminho, foi para casa traquejando, feliz da vida.
E quando chegou já se sentia bem melhor.
A esposa encontrou-o na porta e parecia bastante excitada.
Ela disse:
'Querido, o jantar hoje é uma surpresa. ‘Então ela colocou-lhe uma venda nos olhos e levou-o até a mesa, fazendo-o sentar-se na cabeceira.
Nesse momento, aflito, pressentiu que havia um novo traque a caminho. 
Quando a esposa estava prestes a remover-lhe a venda, o telefone tocou e ela foi atender, mas antes fez-lhe prometer que não tiraria a venda enquanto ela não voltasse.
Ele, claro, aproveitou a oportunidade.
E, assim que ficou sozinho, jogando seu peso para apenas uma perna, soltou um senhor traque.
Não foi apenas alto, mas também longo e picotado.
Parecia um ovo fritando.
Com dificuldade para respirar, devido à venda apertada, ele tacteou na mesa procurando um guardanapo e começou a abanar o ar em volta de si, para espantar o cheiro.
Mas, logo em seguida, teve vontade de soltar outro.
Levantou a perna e... RRRRRRRRRROOOOOOOOOOOOUUUUUUUUUUMMMMMMM!!... 
Esse, então, soou como um motor a diesel e cheirou ainda pior!...
Esperando que o odor se dissipasse, ele voltou a sacudir os braços e o guardanapo, freneticamente, numa animada e ridí­cula coreografia. 
E quando pensou que tudo voltaria ao normal, lá veio a vontade outra vez. 
Como ouvia a mulher, lá dentro, a falar ao telefone, não teve 
dúvidas: jogou o peso sobre a outra perna e deu outro.
Desta vez merecia medalha de ouro na categoria.
Enxofre puro. 
As janelas vibraram, a louça na mesa sacudiu, e em dez segundos as flores no vaso sobre a mesa estavam mortas.
Ouvido atento a conversa da mulher ao telefone, e mantendo a promessa de não tirar a venda, continuou traquejando e abanando os braços por mais uns três minutos.
Quando ouviu a mulher despedir-se ao telefone, já estava totalmente aliviado. 
Colocou o guardanapo suavemente no colo, cruzou as mãos nele e chegou a sorrir vitorioso, estampando no rosto a inocência de um anjo. 
Então a esposa voltou à sala, pedindo desculpas por ter demorado tanto ao telefone, e perguntou-lhe se ele havia tirado a venda e olhado a mesa de jantar.
Quando teve a certeza de que isso não havia acontecido, ela própria 
removeu-lhe a venda e gritou:

'SURPRESAAAA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! ' 
"E ele, finalmente, deu de cara com os doze convidados sentados a mesa para comemorar seu aniversário de casamento!!!!!!!!!!!!!!!!

sábado, 10 de dezembro de 2011

Cruzeiro

Não era coisa que lhe apetecesse, um cruzeiro por mar!
Mas, paciência, depois de tantas insistências da mulher, não conseguira arranjar mais desculpas e, agora, ali estava, debruçado na amurada do tombadilho superior, contemplando o mar que se estendia até à linha do horizonte, olhasse em que direcção olhasse.
Não se vislumbrava o quer que fosse até as gaivotas que tinham acompanhado o navio, tinham desaparecido. Pudera… navegavam há já três horas! Levantava-se agora um vento forte que encrespava a água e as ondas eram cada vez maiores.
Claro, que no navio, quase nem se sentia a ondulação, mas dava para entender que uma tempestade se aproximava com rapidez.

A mulher ficara arrumar o camarote a tentar pôr em armários e gavetas tralha que tinha trazido, um infindável número de malas, grandes e pequenas, sacos, pacotes, embrulhos, enfim… equipamento para uma viajem de meio ano, pelo menos.
Era sempre assim. Fossem para onde fossem, por muito ou pouco tempo, fizesse calor ou frio, levava sempre roupa de Inverno e de Verão, sapatos e botas de ocasião e outros mais sofisticados. Dizia sempre:

_ Nunca se sabe se vai ser preciso…

Ele não ligava importância nenhuma a “essas coisas”, bastava-lhe um par de calças, umas poucas de camisas e…pouco mais. Nem se atrevia a discutir quando ela lhe propunha levar o smoking na eventualidade de serem convidados para alguma festa importante, ou talvez as botas de montar a cavalo, pois nunca se sabia… Na verdade, ficava sempre um bocado envergonhado com as reacções das pessoas com quem se cruzavam, fossem passageiros como eles, ou, pior, os donos da casa para onde tinham sido convidados a passar uns dias.
Os primeiros haveriam de pensar que eram uns “novos-ricos” dados à ostentação, os segundos, que, afinal, tal volume de bagagem pronunciava a intenção de prolongar a estadia sabe-se lá por quanto tempo.
Aos primeiros correspondia aos seus olhares sarcásticos com aquele seu ar de cachorrinho obediente; aos segundos lá tentava uma piada, sem grande êxito, diga-se, admitindo a intenção de prolongar a vilegiatura por um mês ou dois.

Mas, a sua dilecta esposa, não queria saber desses detalhes para nada e, de cada vez era pior…

Com forte discussão conseguira opor-se que colocasse na bagagem um boné de marinheiro, daqueles, cheios de galões dourados. Ela bem argumentou que era muito apropriado para um cruzeiro por mar mas conseguira impor-se. Havia limites para tudo, ou não?!

Bom, mas este era o menor dos seus problemas, estava habituado – um homem habitua-se a tudo – e, na verdade, estava também farto de discussões que nunca levavam a lado nenhum e tornavam mais agudo o azedume que, nos últimos tempos, infernizava a convivência, o pior, sim o pior, era a carta que guardava no bolso do blusão de gabardine que vestia. Joel, o motorista, entregara-lha discretamente quando se preparava para entrar no BMW, a caminho do cais.
Este Joel, pensava, era um bom tipo, obedecia às suas instruções rigorosamente e, estas eram sempre, para usar de toda a discrição quando se tratasse de algo importante ou fora do comum. Neste caso tinha-lhe segredado que a carta acabara de ser entregue por “correio especial” da empresa a que presidia e como tinha por fora a designação “pessoal e urgente”…

Logo que teve oportunidade, fechara-se na casa de banho do camarote, fora dos olhares da mulher sempre atenta a tudo com uma curiosidade que o irritava sobremaneira, abriu a carta. Para dizer a verdade, não ficara surpreendido com o teor, há muito que esperava algo semelhante. Mas, nem por isso deixou de ficar aterrado. Ficou ali um ror de tempo a olhar para a missiva que, em muito poucas palavras, como são sempre as cartas dos advogados, lhe comunicava, sem mais, a remessa em anexo de uma comunicação da Direcção Geral de Finanças que os serviços jurídicos tinham acabado de receber.
Não se dera ao trabalho de ler em pormenor a carta anexa, bastara-lhe ver em letras grandes bem claro o que acontecera: Arresto imediato de todos os seus bens, bloqueamento das contas bancárias, etc. etc..
O valor em letras “bold” era enorme, uma quantidade de dígitos impressionante. Voltando á carta do departamento jurídico, saltara-lhe à vista a frase: Como Vexa saberá, esta situação prefigura crime e, portanto, é legítimo esperar procedimento judicial.

A mulher a bater insistentemente à porta da casa de banho fê-lo voltar a si, guardou, bem dobrado o envelope, e, saindo, comunicou-lhe que se sentia um bocado enjoado e que ia até ao tombadilho apanhar ar.

Agarrado à amurada – a agitação no mar era agora poderosa e o vento soprava com rajadas fortes - ficara a pensar em tudo aquilo e nas consequências imediatas da verdadeira catástrofe que lhe caía em cima. Apesar de tudo fora uma sorte a carta não ter chegado uns dias antes. De certeza que já não o deixariam embarcar no cruzeiro. O congelamento das contas significava, também a impossibilidade de movimentar os cartões de crédito e proceder a qualquer transacção ou um simples levantamento de dinheiro. Fazendo as contas mentalmente dava-se conta que tinha consigo uns poucos milhares que mal dariam para umas pequenas despesas abordo, quanto mais para outras quando desembarcassem nalgum porto de escala.

A mulher também não teria grande coisa que o dinheiro, nela, era como sebo em nariz de cão, parecia derreter-se num instante. A situação era, portanto, bastante complicada, lá isso era.
Claro que, bem vistas as coisas, esta situação exigia uma decisão que vinha adiando há tempos. A “engenharia financeira” que há tempos vinha praticando na empresa tinham-lhe permitido pôr a bom recato somas consideráveis que reservava para… uma eventualidade qualquer.
Bom… ali estava ela, a tal “eventualidade”.
Foi arquitectando um plano que, resumidamente, depois de limar algumas restas, poderia resumir: no primeiro desembarque – numa ilha qualquer de que não se lembrava agora o nome, desaprecia e pronto. Apanhava um avião qualquer para um destino que manteria secreto e… acabava-se a história. Depois… seria gozar uma vida confortável que o pecúlio amealhado lhe garantiria.
Quanto à mulher…bem… a sua decisão estava tomada: ficaria para trás à sua espera só que, inutilmente porque não daria mais sinal de vida.
Talvez arranjasse forma de lhe enviar algum dinheiro desde que fosse possível fazê-lo sem deixar traço da origem. Se não fosse possível… paciência, que se arranjasse. Poria finalmente termo a uma relação da qual estava farto até à raiz dos cabelos.


Quer mesmo conhecer o final deste extraordinário "thriller"? Então:


quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

O mocho é que sabe!

Uma zebra nova pergunta à mãe:

- Mãe eu sou uma zebra branca com listas pretas ou preta com listas brancas?

- Oh filha não sei. Vai perguntar ao leão que ele é o rei da selva,
deve saber.

A zebra vai ter com o leão e pergunta:

- Rei Leão, sou uma zebra branca com listas pretas ou preta com listas
brancas?

- Não sei, vai ter com o mocho, que ele é sábio e deve saber.

E a zebra lá vai ter com o mocho. Chega ao pé do mocho e pergunta:

- Mocho, a minha mãe não sabe, o leão também não... Afinal eu sou uma
zebra branca com listas pretas ou preta com listas brancas?

Responde o mocho, com toda a sua sabedoria:

- Claro que tu és uma zebra branca com listas pretas.

- Então porquê, mocho?

- Porque se fosses preta com listas brancas tu dizias:

"ESMOCHO ESCAMARADA, EU SER UNS ZEBRA ESBRANCA CONS LISTA ESPRêTA OU
UNS ZEBRA ESPRêTA CONS LISTA BRâNCA?

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

2 tough questions

Question 1:
If you knew a woman who was pregnant, who had 8 kids already, three
who were deaf, two who were blind, one mentally retarded, and she had syphilis, would you recommend that she have an abortion?

Read the next question before looking at the response for this one.

Question 2:
It is time to elect a new world leader, and only your vote counts.
Here are the facts about the three candidates.

Candidate A.
Associates with crooked politicians, and consults with astrologists.
He's had two mistresses. He also chain smokes and drinks 8 to 10
martinis a day.
Candidate B.
He was kicked out of office twice, sleeps until noon, used opium in
college and drinks a quart of whiskey every evening.
Candidate C
He is a decorated war hero. He's a vegetarian, doesn't smoke, drinks an occasional beer and never cheated on his woman.
Which of these candidates would be your choice?


Decide first... no peeking, and then scroll down for the response.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

LUKKY ME

Finalmente conseguira atracar o barco.


Bom… chamar barco a um Super Mariner Eagle Star de 18 metros e mil e quinhentos cavalos de potência era a mesma coisa que chamar “carro” ao Lamborguini Diabolo que tinha na garagem!

Não fora fácil não obstante a panóplia de instrumentos que o “barco” dispunha e que praticamente resolviam qualquer situação, mesmo que fosse a de atracação numa marina repleta de embarcações de todos os tipos.
Evidentemente que para que a coisa funcionasse era preciso saber ler os instrumentos e, sobretudo, saber qual a serventia de cada um e, isso, ele não tinha uma pálida noção.

O “patrão” não obstante os extensos ferimentos que o mantinham numa espécie de torpor comatoso, conseguira com palavras entrecortadas com gemidos, dar-lhe as indicações suficientes para conseguir chegar à entrada da marina. Avisara por rádio o centro de controlo esperava-o um bote de borracha de onde subiu a bordo um piloto que tomou conta do resto.
Atracado o “barco”, desligado motor, deixou-se cair numa das poltronas do deck absolutamente arrasado.

Alagado num suor frio que não tinha nada a ver com a brisa fresca do fim de tarde, sentia um tremor incontrolável que o sacudia dos pés à cabeça.

Enquanto os socorristas que subiam a bordo e colocavam o “patrão” numa maca e o transportavam para a ambulância que esperava na marina, com as luzes azuis girando e piscando atraindo os passeantes como borboletas, o oficial da polícia marítima, na sua farda impecável, esperava pacientemente com um bloco de papel numa mão e uma esferográfica na outra que recuperasse o suficiente para dar início ao inevitável interrogatório.
Outro policial já recolhera os documentos da embarcação e os seus próprios e conferia dados e elementos com os que como era evidente, constavam no PC portátil que outro funcionário da marina transportava consigo.
Consultando o seu bloco o Oficial da Polícia começou:
“A saída da marina está registada às doze e vinte e cinco de ontem. Também consta do registo o abastecimento de 500 litros combustível e a previsão de regresso para as dezassete e trinta.
Esta quantidade de combustível parece exagerada para uma viagem de cinco horas!”
O oficial fitava-o nos olhos à espera de uma explicação.
Sem resposta, continuou:
“A gravação da sua conversa por rádio com centro de controlo diz, e passo a citar: «O arrais sofreu um acidente grave, não sei o que fazer para regressar…» depois segue-se o resto da conversa sobre a localização da embarcação e as instruções para o regresso. Segundo o registo encontrava-se nessa altura a cerca de oitenta e cinco milhas da marina”.

A única resposta que obteve foi um pesado aceno de cabeça confirmando o que dissera.
O oficial mantinha a compostura mas parecia começar a agastar-se com a falta de colaboração.

“Senhor Doutor Amílcar Silva – disse lendo os apontamentos do caderno do outro policial – compreendo que esteja a passar um momento difícil mas é urgente e imperioso saber o que se passou caso haja necessidade de actuação rápida das entidades oficiais; os ferimentos do arrais foram provocados por arma de fogo e há no casco da embarcação sinais evidentes de impactos de projecteis. Isto configura uma situação grave que é urgente esclarecer.”

Outros policiais tinham subido a bordo e era óbvio que procediam a uma revista minuciosa do “barco”. Um deles, um jovem de cabelo rapado, dirigiu-se ao oficial e murmurou ao seu ouvido.
O oficial fez um sinal de assentimento e continuou a dirigir-se-lhe, desta vez com um tom mais autoritário e nada deferente:

“Consta no registo de saída que a deslocação se destinava a pescar, contudo acabei de ser informado que, a bordo, não se encontra um único artefacto de pesca. Como se explica tal coisa?”

Já tinha recuperado um pouco da sua prostração, o tremor já não o sacudia e sentia que lhe voltavam as forças e a calma fria e determinada que o caracterizava. Endireitando-se na poltrona, encarou o oficial e disse:

“Vamos a ver se consigo responder a todas as suas perguntas: Primeiro: Como se explica que tenha saído para a pesca sem equipamento, é simples… um esquecimento que só tarde demais me dei conta;
Segundo: Porque abasteci quinhentos litros de combustível, também é simples… porque era exactamente a quantidade que faltava para o pleno dos tanques do “barco” e nunca saio sem os tanques completamente cheios, nem que seja só para ir almoçar a meia hora de navegação;
Terceiro: Os ferimentos do arrais e os impactos de projecteis… pois, infelizmente, também é fácil de explicar fomos atacados por um outro barco que nos abordou quando já iniciávamos o regresso;
Quarto: A longa demora explica-se porque os bandidos que nos atacaram nos retiveram todo esse tempo em seu poder.”

Mesmo habituado a muitas histórias do mar e dos marinheiros mais estranhos que o sulcam, o oficial não pode deixar de se mostrar surpreso com as respostas e com a frieza que se sentia no tom de voz do homem.

Afastou-se um pouco e começou uma conversa via rádio, obviamente com algum comando superior da Polícia Marítima.

Acabada a conversa, retornou:

“Senhor Doutor: o comando requer a sua presença imediatamente. A embarcação ficará sob a guarda da Polícia e interdita até novas ordens. Queira fazer o favor de me acompanhar”

Olhando para o relógio – o último modelo da ROLEX em ouro maciço, (evidentemente), levantou-se para seguir o policial, só que, ainda um pouco tonto, cambaleou um pouco o que levou o outro a segurá-lo por um braço.

….


Quer mesmo conhecer o final deste extraordinário "thriller"? Então: