Coisas simples, de importância e interesse muito, muito relativos mas boas para "descomprimir".

Coisas de interesse muito relativo, que vou escrevendo,



terça-feira, 29 de junho de 2010

As cuecas de Hitler

Não sei se ouviram contar que, há dias, uns meliantes, assaltaram o escritório das Termas.

Levaram uns computadores e mais umas coisas sem importância. Remexeram aquilo tudo, sem nenhum critério especial, a não ser andarem à procura de qualquer coisa convertível numa ou duas “doses”.
No dia seguinte, o Joaquim, começou a dar voltas ao trafêgo e descobriu no meio daquela balbúrdia, umas cuecas.
Chamado a colaborar na apreciação do insólito, posso adiantar o seguinte:

Nada teria de especial a não ser o facto de, haver umas cuecas no escritório que não é, normalmente, um local onde haja roupas brancas mas, enfim...

Examinadas as ditas cuecas com aprofundado detalhe, deu-se conta de que eram umas cuecas manifestamente de homem, de estatura média, que estavam impecavelmente lavadas e conservadas, sabe-se lá, há quantos anos.

Uma etiqueta cosida no cós, rezava: Shmit unt Shmit, Willelm Strasse – Berlin – Deutschland, 1941. Brilhantemente deduzi que as cuecas eram de genuíno fabrico alemão e quase tão velhas como eu.

Puxando pela minha preclara inteligência, também deduzi que as cuecas em apreço deveriam ter pertencido a um alemão, chamado Stokler, que refugiado em Portugal por causa da guerra, se dedicava a montar complicadíssimos esquemas eléctricos para aquecimento de água.

O Stokler aparecia todos os anos em Monte Real e passava lá uns dias a arranjar o sistema de aquecimento de água da buvete das Termas, sistema, aliás, inventado por ele. Hoje em dia, seria canja e até eu com metro de meio de fio e um busca-pólos seria capaz de fazer aquilo.

O homem, sempre com um lacinho à Churchil, debruçava-se na confusão de fios, resistências e bornes com uma eficiência que a mim, um pivete que era, me parecia o Van Braun da água quente.

O Stokler, nos dias que por lá passava, aboletava-se nos anexos do Balneário e, coitado, aquilo para ele era o Ritz. Ás vezes tinha de ir a Lisboa buscar não sei que peças e, deve ter sido de uma dessas vezes que, as cuecas lá ficaram.

Fiquei ali olhando a peça íntima enquanto no meu cérebro germinava, impetuosamente, uma ideia fantástica.

É conhecida a minha actual situação de alguma…digamos…constrição económica e a dificuldade em arranjar uma solução para o assunto. Vai daí, peguei no telefone e liguei para um conhecidíssimo leiloeiro:

Depois da abertura: meu caro…como vai…etc. e tal e coiso …larguei:

- Tenho aqui na minha mão uma peça de valor muito interessante que gostaria de vender.

- Mas o que é, de que se trata, pergunta-me o marchand.?

Meu amigo – respondo – isto é de tal maneira valioso que não me arrisco a dizer-lhe pelo telefone, não vá haver ouvidos indiscretos…compreende.

O homem compreendeu:

- Por volta das cinco da tarde estou aí.

E estava. Mostrei-lhe as cuecas e o fulano ficou de pedra.

- Desculpe-me…mas o senhor chama-me aqui para me mostrar umas cuecas?

- Homem, repare bem: Etiqueta alemã, data, tipo de pano – linho egípcio do tempo da Maria cachucha – o senhor não percebeu ainda?

Olhava para mim como seu tivesse uma broa em cada olho…

- Homem! Estas cuecas são, aliás, foram do Hitler!

Isto foi dito com tal solenidade e determinação que o adeleiro teve de se sentar em busca de apoio.

- Mas…mas como? Balbuciava, como pode garantir-me uma coisa dessas?

- Ora, ora, como posso garantir. Da mesma forma que o senhor não me pode garantir que não são.

Estas cuecas foram fabricadas na Alemanha durante a guerra, foram lavadas com sabão amarelo que era o detergente que havia na altura, portantos, quaisquer vestígios para análises de ADN, acastanhados atrás ou amarelentos à frente, desapareceram – sim, era de admitir que o Hitler na sua esquizofrenia quando discursava horas a fio nas tribunas desse o seu traquezito, embora ninguém dissesse coisíssima quando não a Gestapo enviava o delator para a frente russa em menos de um ai – logo, sublinhei, quaisquer elementos de prova pura e simplesmente não existem.

- Bom, bom, dizia-me o dos leilões, mas é claro que, isto, não vale assim tanto dinheiro.

Mostrei a minha mais solene indignação:

_ Olhe, meu caro senhor, antes de falar consigo estive em contacto com Londres, sabe? E…adivinha o que me disseram, hã? Adivinha? Que mandavam um sujeito no primeiro avião buscar as cuecas! Mai nada!

O homem contemporizou:

_ Bem…claro…eu…não digo que não valham nada. É uma peça interessante sem dúvida e há sempre coleccionadores que apreciam este tipo de items. E quanto é que o Senhor Alves quer estabelecer como preço mínimo?

Eu não levei muito tempo, já tinha a coisa engatilhada.

_ Olhe, senhor fulano, a base de licitação não pode ser menos de10.000 Euros!

_ Mas…Senhor Alves…isso é absolutamente impossível!

- Bem…bem, digo eu, recolhendo as cuecas que o homem tinha na mão… vou falar para Londres e prontos…

_ Não…não…de modo nenhum. Por patriotismo, apenas por patriotismo, acho que uma peça destas deve ficar no País, vou encarregar-me da sua venda. Darei noticias e abalou.

Bom, pensei eu, isto agora é má altura para leilões, mas, se calhar, lá para Abril ou Maio entram dez mil dele que é uma beleza.

Apressei-me a falar com o Joaquim, recomendando:

- Eh pá, passa-me isso tudo a pente fino a ver de me descobres umas camisas, umas meias, uma camisola rota…qualquer coisa, pá que eu possa impingir como, por exemplo: as meias do Goering, a camisa do Goebels a camisola do Himmler.

(ama, sei lá quando é que escrevi isto?)

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Dia dez de quê?

Parece que vão lá estar vários representantes das Forças Armadas de Portugal; que vai falar, pelo menos, o Presidente da República; é muito provável que estejam presentes alguns corifeus do actual Portugal.

Bom... vai ser uma festança de todo o tamanho e ainda bem, o que o País precisa, mais que nunca, é de festas e foguetes, mesmo que não haja muita vontade de "apanhar as canas". Estarão todos orgulhosos, impantes, sorridentes. 

Para alguns - talvez bastantes - vai ser uma maçada, um frete, um dia perdido. 

Provavelmente falarão sobre o papel da Tropa ao longo da história e, claro, da história mais recente... a de África. 

Aqui é que bate o ponto, é por isto que eu não vou estar presente nem ver o estardalhaço na televisão.

Porquê? 

Tenho vergonha! 

Não tenho, evidentemente, vergonha de me ter oferecido para ir para Angola em Dezembro de 1962 e de lá ter estado até Março de 1965. 
Não! Nisso tenho muito orgulho! 

As vezes que estive em Luanda foi de passagem para o mato, não tive outra farda que o camuflado e uma outra, de caqui amarelo, que mal me servia, com que desfilei em Lisboa no regresso. 
Ouvia na telefonia um fulano a falar de liberdade e coisas assim. Falava de Argel e intitulava-se um "lutador pela liberdade". Era um antigo oficial miliciano irradiado do Exército. Toda a gente sabe porquê. Corremos o risco de, para o ano que vem, ser este sujeito a fazer a discursata neste dia 10 de Junho? Claro que corremos... e é, diria, o que merecemos. 

A mim, tanto me faz que seja este tipo ou outro que espera que o Papa se vá embora de Portugal para promulgar uma lei iníqua e torpe. 

A Nossa Rainha, a Senhora da Conceição que leva a coroa de Portugal, há-de velar pelo País. 

É  a minha esperança.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

PARA OS NASCIDOS ENTRE 1930 - 1979

Those of You Born 
1930 - 1979

At the end of this Email is a quote of the month by Jay Leno.. If you don't read anything else, Please
Read what he Said. 
Very well stated,
Mr. Leno.

 
TO ALL THE KIDS WHO SURVIVED THE
 

1930's, 40's, 50's, 60's and 70's!! 


First, we survived being born to mothers
 
Who smoked and/or drank while they were
Pregnant.
 

They took aspirin, ate blue cheese dressing,
Tuna from a can and didn't get tested for diabetes.
 

Then after that trauma, we were put to sleep on our tummies in baby cribs covered with bright colored lead-base paints.
 

We had no childproof lids on medicine bottles,
Locks on doors or cabinets and when we rode
Our bikes, we had baseball caps not helmets on our heads.
 

As infants & children,
We would ride in cars with no car seats,
No booster seats, no seat belts, no air bags, bald tires and sometimes no brakes.
 

Riding in the back of a pick-up truck on a warm day
Was always a special treat.
 

We drank water
>From the garden hose and not from a bottle.
 

We shared one soft drink with four friends,
 
>From one bottle and no one actually died from this.
 

We ate cupcakes, white bread, real butter and bacon.
We drank Kool-Aid made with real white sugar.
And, we weren't overweight.
WHY?
 

Because we were
Always outside playing...that's why!
 

We would leave home in the morning and play all day,
As long as we were back when the
Streetlights came on.
 

No one was able
To reach us all day. And, we were O.K.
 

We would spend hours building our go-carts out of scraps
And then ride them down the hill, only to find out
We forgot the brakes. After running into the bushes
 
a few times, we learned to solve the problem.
 
We did not have Playstations, Nintendo's and X-boxes.
 
There were no video games, no 150 channels on cable,
 
No video movies or DVD's, no surround-sound or CD's,
No cell phones,
No personal computers, no Internet and no chat rooms. 
WE HAD FRIENDS

And we went outside and found them!
 

We fell out of trees, got cut, broke bones and teeth
 
And there were no lawsuits from these accidents.
 

We ate worms and mud pies made from dirt,
And the worms did not live in us
Forever.
 

We were given BB guns for our 10th birthdays,
Made up games with sticks and tennis balls and,
Although we were told it would happen,
We did not put out very many eyes..
 

We rode bikes or walked to a friend's house and
Knocked on the door or rang the bell, or just
Walked in and talked to them. 


Little League had tryouts and not everyone made the team.
Those who didn't had to learn to deal
With disappointment.
 
Imagine that!!
 

The idea of a parent bailing us out if we broke the law
Was unheard of.
They actually sided with the law! 


These generations have produced some of the best
Risk-takers, problem solvers and inventors ever.
 

The past 50 years
Have been an explosion of innovation and new ideas.
 
We had freedom, failure, success and responsibility,
and we learned how to deal with it all. 


If YOU are one of them?
CONGRATULATIONS!
 
You might want to share this with others
who have had the luck to grow up as kids, before the
lawyers and the government regulated so much of our lives
 
for our own good
. 

While you are at it, forward it to your kids so they will know
 
how brave and lucky their parents were.
 

Kind of makes you want to run through the house
with scissors, doesn't it ?
 

The quote of the
month is by Jay Leno:
 
"With hurricanes, tornados, fires out of control,
 
mud slides, flooding, severe thunderstorms
tearing up the country from one end to another,
 
and with the threat of
 swine flu
and terrorist attacks.
 
Are we sure this is a good time
to take God out of the Pledge of Allegiance?' 


For those that prefer to think that God is not watching over us.. .go ahead and delete this.
 

For the rest of
us...pass this on.
 
A Small Prayer!



God determines who walks into your life....it's up to you to decide who you let walk away, who you let stay, and who you refuse to let go.

I need this back. If you'll do this for me, I'll do it for you.
 

When there is nothing left but God, that is when you find out that God is all you need. Take 60 seconds and give this a shot! All you do is simply say the following small prayer for the person who sent you this.

Father,
 
God bless my friend in whatever it is that You know they may need this day!
And may their life be full of your peace, prosperity, and power
as he/she seeks to have a closer relationship with you.
Amen.

Then send it on to other people, including the one who sent it to you Within hours you will have caused a multitude of people to pray for other people. Then sit back and watch the power of God work in your life.

P. S... Five is good, but more is better.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

FÉLIX

Félix

O verdadeiro dono do jardim e da horta da Casa de Carvide é o Félix.

Quem é o Félix?

Ver imagem em tamanho realO Félix é um sapo, gordo. Lustroso, imponente (para um sapo, claro).

Porque é que lhe pus o nome de Félix?
Bem… porque queria dar uma ideia de despreocupação, à-vontade, auto-satisfação e, pareceu-me que pôr-lhe o nome de FELIZ era assim… um pouco prosaico; FELÍCIO é nome de Sargento de Artilharia (conheci um, pelo menos), logo, se não há oposição, fica Félix o nome do sapo.

Posto isto, que me parece importante e instrutivo, voltemos ao início:
 
                          
Considero que o Félix é o dono do jardim e da horta da casa de Carvide por várias razões das quais enumerarei algumas só a título de ilustração:

A - Anda por lá há um ror de anos. Conheci-lhe uma vozita de cácarácácá que, de vez em quando e a medo, soltava. Agora, não! Tem um coaxar sério, forte, com sentimento, uma coisa assim como que a marcar oposição, a impor um direito.

B - Faz-se ouvir a qualquer hora, quando muito bem lhe dá na gana de sapo. Está-se a conversar, a dormitar, a não fazer nenhum e lá vem o Félix com dois ou três sinais dos seus informar que aquilo, ali, é dele.

C - Quer chova, faça frio ou um calor de rachar, o Félix marca presença. Não liga nenhuma à meteorologia e à função atribuída – não sei por quem – aos sapos, de anunciarem chuva. Ainda outro dia me mimoseou com uma cantoria de todo o tamanho e, a verdade, é que o dia seguinte foi de partir pedra com tanto calor. (Dei comigo a apensar se o Félix não será um sapo gozão com um gostinho próprio de enganar o pessoal.)

D - O Félix não tem território, isto é, aquilo tudo pertence-lhe pois tão depressa está no fundo da horta como ali mesmo, ao pé da gente. Sente-se em casa. É dele!

F - O Félix não faz nenhum, como um verdadeiro dono de uma coisa qualquer limita-se a gozar o que tem. O único esforço que se lhe conhece é, de vez em quando, estirar os quase dez centímetros da língua viscosa e apanhar uma mosca, borboleta ou outro qualquer insecto passante à distância conveniente. Quando enfia a presa na bocarra até fecha os olhinhos de prazer. Por isso, o Félix está gordo que se farta e luzidio como o capot de um Volkswagen verde que a Fernandinha teve há um ror de anos.

O Félix tem uma rica vida e não se lhe adivinha termo. Não faço ideia nenhuma de quantos anos vivem os sapos mas, sejam lá quantos forem, espero que os viva muito bem, contente e feliz no seu feudo de Carvide.

(ama, Jardim da Casa de Carvide, Vinte e tal de Setembro de 2009 (à tardinha)

sábado, 16 de janeiro de 2010

Ele... há cada uma!!!

Como está? Passou bem?
Mas quem é que quer saber? respondi ao aparelhómetro.
Daqui - você não me conhece - mas eu digo-lhe o meu nome: Alfredo Simões Gato.
Ah! disse, e o que é que quer o senhor Gato?
Olhe... para já pode tratar-me por Alfi, que é como me chamam os meus amigos e, depois, desejo veementemente falar consigo sobre um assunto muito importante.
Mas ó senhor Gato, eu não sou seu amigo, aliás, nem sequer o conheço, portanto não me parece que o venha a tratar por Alfi e muito menos estou interessado no tal assunto importante que parece ter para me pôr.
Ai meu Deus, credo, que coisa! Tão brusco e mal disposto!
Oiça lá pelo menos o que tenho para lhe dizer...
Como o que no momento o que tinha para fazer era rigorosamente coisa nenhuma, respondi:
Tá bem, diga lá...
Prontos, ainda bem que a gente se entende. O assunto é o seguinte: deram-me o seu contacto como uma pessoa que está aberta a considerar a hipótese de casamento no dia de Santo António em Lisboa.
Já foi autorizado pelo Costa - o Ilustre presidente da Cãmara de Lisboa que é um querido - e o que lhe quero dizer é que eu estou livre para combinar consigo como vamos dar o nó.
Reparei que tinha a boca muitíssimo aberta e, portanto, tratei de fechá-la para dizer:
Mas ouve lá, ó meu marmanjo, mas com quem julgas que estás falar, meu?
Então... estou a falar com o Tonny... não é verdade?
Arranjei forças para responder:
Não... não estás a falar com o Tonny, meu mariconço, não quero casar contigo nem com nenhum outro fulano qualquer - I'm straight u know? - vai mas é dar uma curva e não te molhes muito senão ainda encolhes.
Antes de desligar ainda ouvi o Alfi guinchar:
Ai que bruto!

Ele há cada uma!!!