Coisas simples, de importância e interesse muito, muito relativos mas boas para "descomprimir".

Coisas de interesse muito relativo, que vou escrevendo,



sábado, 28 de novembro de 2009

Corrupção das dúzias

Eram pr'a'i umas sete e meia da manhã quando o móvel tocou.
Acordei aflito porque a essa hora... um telefonema pode ser coisa séria e, de facto era. Um fulano qualquer que me disse de rajada:
"Estou a falar-lhe de "cascos de rolha" para lhe propor um negócio."
Abri a boca (isto é: fiquei boquiaberto).
"Mas quem fala?".
"Isso agora não interessa para nada, depois se verá, quero perguntar-lhe se está disposto a ser corrompido?"
Fiquei mudo (isto é, calado) por alguns instantes, mas, logo, respondi:
"Bem... isso depende, em primeiro lugar do "taco" envolvido e, em segundo, o que é que tenho para corromper, isto é, que lhe interesse?".
Após um breve silêncio, veio a resposta:
"Queria ter acesso às contas da energia eléctrica de uns fulanos... depois digo-lhe os nomes. Estou disposto a pagar um bocado pela informação. Interessa-lhe?"
"Bem... respondi ... mas como é que eu faço isso, pá?
"Então dá umas ordens e... prontos...".
Como não podia abrir mais a boca, fechei-a e respondi: "Mas dou ordens a quem, ó meu?"
Desta vez o silêncio foi um pouco mais longo, até pensei que o corruptor tinha desligado. Mas não:
"Olhe, meu caro Senhor, desculpe lá o incómodo, mas eu, se calhar, enganei-me no número. O Senhor não é o António Mexia?".
Estava a ver a coisa...
"Por acaso sou... um António Mexia, mas completamente 'teso', aliás, tesíssimo, não mando em coisa nenhuma e não tenho ninguém a quem dar ordens.
Um outro António Mexia que conheço e que manda numa quantidade de gente, também não o vai ajudar, tá a perceber?
Agora... se tiver outra coisa qualquer em que eu possa ser corrompido gostaria de conhecer a sua proposta."
O telefone desligou-se e eu cá, fiquei apensar:
'Já é galo! Quando me aparece uma oportunidade de ganhar uns euritos que me davam um jeitaço... sou confundido com outro!

sábado, 7 de novembro de 2009

MAMON

Em Hebreu (Mishnaic) e em Aramaico, o termo MAMON aplicava-se a um ídolo que personificava "riquezas".

Ou seja, como ídolo, era algo parecido com ma divindade a quem se prestaria culto.

Parece, este tempo, tempo de idolatria?

Não! dizem-me; estamos no século XXI!

Idolatria... sim... talvez exista, lá, no meio de selvagens que vivem nos confins do mundo onde a brilhante civilização hodierna ainda não terá chegado.

Isto porque, idolatria, significará, para muitos, prostrar-se, prestar homenagem, culto a um manipanço qualquer, colocado no alto de um poste ou guardado numa palhota perdida numa selva impenetrável.

Pois, a mim, parece-me que não!

Na floresta - penetrável - das nossas cidades, é evidente a idolatria, o culto de MAMON.

Basta ver como se persegue a riqueza, o dinheiro, o poder que ele proporciona, desafiando todas as regras do bom convívio social, atropelando princípios elementares de conduta ética e moral.

Ser "rico" a qualquer preço, custe o que custar, fazendo o que tenha de se fazer, comprando influências, revelando segredos íntimos, pressionando, compelindo, acicatando, tecendo teias cuja enorme complexidade torna quase impossível saber onde começa e onde acaba.

Por analogia, estes - e parecem ser muitos - que constantemente nos dão notícia, não passam de uns idólatras, logo, semelhantes àqueles tais, incivilizados e incultos que vivem nas profundezas de um mundo onde a civilização ainda não chegou.

Sendo assim, como podem ser levados a sério, desempenhar cargos importantes - públicos ou privados - ter credibilidade ou, sequer, serem chamados de "doutores", "engenheiros" ou qualificados com outro título que não seja SELVAGENS.