Coisas simples, de importância e interesse muito, muito relativos mas boas para "descomprimir".

Coisas de interesse muito relativo, que vou escrevendo,



quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

O extraordinário Freitas

O Freitas é, sabe-se, um fulano extraordinário. Pessoa de elevado gabarito intelectual, escritor de reconhecidos méritos com uma quantidade não despiciente de livros vendidos, professor catedrático de Direito, ex-presidente de um Partido político de que foi fundador, ex-ministro sem pasta, ex-ministro com várias pastas, ex-presidente da Assembleia Geral da ONU... um ror de coisas mais, um nunca acabar de méritos, abonos, etc. e tal e coiso.

O Freitas, é, portanto, um tipo extraordinário e não só por isto tudo que acima se disse, que já seria muito, mas também - e sobretudo - pela desassombrada coragem com que dá o dito - melhor, o escrito - por não escrito.

Uma coisa é o Freitas professor de direito dizer que, os governos em gestão, não podem nem devem despachar outros assuntos que não os correntes ou, eventualmente, os que se revelem de superior interesse de Estado.

Outra coisa é o Freitas amigo do Sócrates dizer que não tem dúvida nenhuma, que o despacho do Freeport está perfeitamente enquadrado naquilo que expendeu nos calhamaços de direito.

Ou seja: aquela "coisa", quando foi "despachada" pelo governo em gestão de Guterres, era - sem dúvida alguma - não só um assunto corrente como, mais importante, assunto de altíssimo interesse nacional.


Ora gaita, Feitas!