Coisas simples, de importância e interesse muito, muito relativos mas boas para "descomprimir".

Coisas de interesse muito relativo, que vou escrevendo,



terça-feira, 24 de junho de 2008

OPINIÕES

Segunda-feira, Novembro 13, 2006

OPINIÕES - Blog antigo 1
Há para aí umas pessoas que se fartam de opinar. Opinam sobre tudo e mais alguma coisa, numa catadupa de opiniões que deixam a gente confusa e sem saber o que querem na verdade dizer. Embrulham comentários sobre as mais diversas situações e acontecimentos mais díspares. Talvez alguém leia ou oiça ou, até, se dê ao trabalho de copiar, para memoria futura, os dizeres à disposição. Seria urgente - urgentíssimo - criar-se uma associação de avaliadores de opinadores, assim como que uma espécie de entidade a quem se pudesse recorrer para avaliar do interesse ou da opinião. Chegar-se-ia, muito provavelmente, a uma situação em que a dita comissão decretasse, com força de lei: Na opinião desta Comissão, Vossa Excelência está absolutamente proibido de opinar! Esta é a minha opinião.
Posted by ontiano at 4:44 PM

Amaral 1

Segunda-feira, Novembro 13, 2006

Amaral 1
Levantando-se subitamente da cabeceira da mesa de seis metros de comprimento, o canadiano deixa cair do alto do seu metro e noventa e dois:My dear Amaral: I’m so sorry but I must warn you that twenty minutes is the all time I’ve spared for this meeting.O homem estava alarmadíssimo com a profusão de pastas, dossiers, papeis, livros, anotações que, já lá iam dez minutos, o outro espalhava pela mesa.Bom… então…vamos a ver: Eu tenho que explicar a Vossa Excelência as verdadeiras razões porque eu acho – o meu governo acha – que a atitude do Governo Canadiano para com os meus compatriotas é inaceitável. Eu…Just a moment, interrompeu o outro com veemência, não há aqui aceitar ou não aceitar. As leis do Canadá são do Canadá e você não tem que aceitar ou deixar de aceitar, you see?Oiça, meu caro, não se esqueça que os portugueses estiveram mais de quinhentos anos em África e que…Como posso esquecer, diga-me? Todos os dias, de há vinte e tal anos para cá, nos chegam notícias dessa gesta. São mortos, feridos, estropiados, milhões de deslocados, a ruína, a corrupção, a desgraça mais completa. Tell me, How can we forget?Bom…, quer-se dizer… isso são coisas que aconteceram mas que até são normais nos processos de transição para a democracia, como Vexa muito bem sabe. Eu, aliás…Pois, pois…mas, adiante, diga-me o que quer. My time is running out!Bem, o que eu queria dizer, responde o Amaral começando a guardar a tralha nas várias pastas com a chapola diplomática, o que eu queria dizer, é que considero uma injustiça…Diz bem, Amaral, diz bem: “Queria dizer”. Queria… mas não quer, pois não? Porque você é um sujeito inteligente, até já foi Presidente da Assembleia-geral da United Nations – embora ninguém queira saber disso para nada – sabe perfeitamente que os seus fellows portugueses têm andado a endrominar as autoridades canadianas com pedidos de asilo etc. e tal. Mas a “mama” acabou, está a entender. Para nós é simples: ou estão no Canadá legalmente e tudo bem, God speed, ou então têm de ir andando que isto aqui não é o da Joana.Bom… bom… balbuciava Amaral.Well, well digo eu, minister. Para mim e neste caso, os portugueses são como quaisquer outros: europeus, asiáticos, africanos… o que for. A lei é para todos.Absolutamente desfeito, Amaral, contemporiza: Você está a ver, se eu regresso sem nada na manga vai ser um pincel de todo o tamanho. Deixe-me ao menos dizer aos jornais e ás televisões que consegui uma moratória, uma reapreciação do caso, qualquer coisa, entende?Ok, Amaral, Ok. Então pode dizer que vamos estudar uma moratória de…digamos, trinta dias. Mas, aviso-o já, a decisão é irreversível.Muito obrigado a Vossa Excelência. Eu fico muito grato a Vossa Excelência. Permita-me Vossa Excelência que lhe transmita, em meu nome e do meu Governo, o alto apreço em que temos o Canadá, o excelente povo canadiano, o Governo e, em especial, Vossa Excelência que tão bem o representa. Mais expressaria o desejo do meu Governo e meu pessoal, de ver Vossa Excelência em breve, em Lisboa, para uma visita de Estado. Muito grato a Vossa Excelência. Momentos de pois, cá fora, ao microfone que o senhor Bicudo lhe espetava nas bochechas, Amaral declarava:Correu tudo muito bem. O Senhor Ministro compreendeu as razões da parte portuguesa que tive ocasião de expor amplamente, e que muito apreciou, tendo prometido ir avaliar o assunto. Deposito muita esperança no seu critério, que será, estou certo, o mais justo e adequado à situação.Entretanto, peço desculpa, mas tenho já pouco tempo para apanhar o avião e ainda queria passar pelo Corte Inglês cá de Toronto para levar umas coisas que o Zé me encomendou.
Posted by ontiano at 5:10 PM

Yl ya des choses du canéque!

Monnamimitéranmadit um belo dia, que conhecia poucos portugueses que falassem tão bem francês como eu; achei a coisa justa e, aliás, com a franqueza que me caracteriza, disse-lho: dacórmonchéràmijevusanremerciepurlecompliman.
Isto foi-me dito numa tarde de Outono, estava o tipo num dos magníficos terraços do Eliseu - que é, como sabem, o palácio que o Presidente da França habita, enquanto é, presidente, claro, - e eu fiquei particularmente emocionado e mal pude esperar para contar à Maria que me aguardava no pequeno piêàtérre que tinhamos alugado lá para os lados do fôbursantônôrê, que, como devem saber, é um dos bairros mais chiques e caros de Paris, mesmo apropriado para uns desgraçados de uns exilados como nós eramos.
Infelizmente, nos últimos tempos não tenho tido ensejo de praticar a minha língua de eleição, por isso peço lanço um apelo ás massas para que me dêem uma oportunidade de o fazer, seja lá onde for e como for que, eu, dou o e oito tostões só pelo prazer de dizer umas chôsesdanlálanguedeverlène.