Coisas simples, de importância e interesse muito, muito relativos mas boas para "descomprimir".

Coisas de interesse muito relativo, que vou escrevendo,



quarta-feira, 18 de abril de 2007

Que é feito de ti, Inês:

Por onde tens andado, rapariga?
Há tanto tempo que não vejo a tua carinha laroca nas TV's! Tenho saudades da tua voz agradávelmente ciciante, das tuas ideias expressas com soberana certeza, dos teus comentários judiciosos e de sumo interesse!
Não sei em que tarefas andas ocupada agora mas, lembrei-me, há uma urgentíssima que clama por ti.
É que o Cruz, coitado, já não sabe a quantas anda.
O teu paizinho mais o Fernandes, só fazem requerimentos, petições...o diabo a sete e o processo não anda, arrasta-se numa maçada de todo o tamanho.
Aliás, a única coisa que tem andado, e bem, é o "cacau" do Cruz, que o teu paizinho e ajudante não são nada meigos na facturação.
Lembrei-me então de ti e dos teus preclaros conhecimentos juridicos e, sobretudo, do teu jeito para resolver as grandes causas com métodos "brilhantes" e rápidos. Aqui vai, portantos, a sugestão:
Vais falar com o Cruz e dizes-lhe que te vais encarregar da coisa, isto é, de resolver o problema de forma rápida, eficaz e permanente.
Como?
É simples: Dizes ao homem que se declare culpado das malandrices com os "piquenos" da Casa e outros...talvez, que eu cá não ponho as mãos no fogo...
Mas isso - podes contestar-me - está fora de questão! O homem é inocente, segundo diz o meu paizinho!
Calma, Inês, a coisa vai ser assim:
Numa determinada sessão, o Cruz levanta-se e diz, solene e convicto:
Sou culpado!
Depois de terminado o enormíssimo pandemónio que esta declaração provocará, tu, Inês, pedes a palavra e ditas para a acta:
Que conste que a declaração do meu constituinte não é dele - quer dizer - é...e não é. De facto, eu tenho conhecimento de um sózia do meu cliente e, neste momento, posso afirmar, quem fez a declaração foi o sósia, quer-se dizer, o outro e não, como se prova, o próprio Cruz. Isto porque, o meu cliente está a banhos no All Garve, pelo que, óbviamente, não poderia estar aqui a declarar coisa nenhuma.
E...prontos, o sózia do Cruz vai para a prisa e o teu cliente fica safo e de boa saude.
Que tal, Inês?

segunda-feira, 16 de abril de 2007

AROUCA: Eis a solução!

Ao Magnifico Ex-Reitor da Universidade Independente
Calaboiços da PJ
R. Gomes Freire,
LISBOA

Meu caro Senhor Professor Doutor Luís Arouca:

Presumo que Vexa não me conhece de lado nenhum mas, eu, pelo contrário, conheço Vexa de todo o lado. Televisões, jornais, revistas têm sido pródigos em informação mais que suficiente para que eu o possa afirmar.

Também julgo saber que Vexa arranjou uma complicação de todo o tamanho e que vai ser um bocado difícil resolver as coisas com a rapidez que, decerto, deseja. Atrevo-me ter como certo que só com um advogado verdadeiramente interessado no seu assunto e não movido apenas pela retribuição de serviços, o poderá safar do imbróglio.

É que os advogados de gabarito – Nabais, Fernandes e outros de igual notoriedade – não descansarão com requerimentos, petições, pareceres, enfim, toda a panóplia jurídica possível e, o resultado será, inevitavelmente, Vexa ficar sem uma única pepita da mineração que levou a cabo na UNI.

Ou seja, dentro de uns anitos, Vexa, eventualmente, verá a coisa resolvida, mas ficará tesíssimo.

Para resolver a questão proponho-me ser o seu advogado a título absolutamente gracioso. Ou seja, pode levar o seu tempo, provavelmente, muito tempo, mas, pelo menos, Vexa ficará com a velhice assegurada e com o espólio praticamente intacto.

Há, no entanto, um pequeno problema subjacente a esta minha oferta: É que eu não posso advogar já que não tenho licenciatura em Direito (aliás, não tenho licenciatura em coisa nenhuma). Mas isso parece-me um problema facílimo de resolver.

Um Domingo destes, Vexa passa-me um certificado de licenciatura, com os selos, lacres e fitinhas do costume e…prontos, caso arrrumado!

Que lhe parece, Senhor Professor?

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007

Honestidade

Então isto é que são horas, meu malandro? - dizia o Pai, apontando as quase dez horas no relógio.
O pobre do Joaquim Gomes, encarregado geral do pessoal agrícola - talvez mais de trinta mulheres! -, olhava estremunhado para o Patrão.
- Oh Senhor Olympio, o Senhor desculpe...mas é que eu ontem fiz anos, sabe? Vai daí, fizeram-se uns petiscos e eu...bebi um bocadito mais que a conta e, é claro, dormi que nem uma pedra.
O Pai olhava para o homem, com umas olheiras fenomenais, desgrenhado e mal dormido. Acabou por lhe dizer:
- És um bêbado! Lá isso és...mas...ao menos, és um bêbado honesto. Vai lá mas é curar a só me apareças cá quando estiveres direito, ouvistes?